O smatphone é a mídia da hora e, decididamente, novo vício deste tempo. As pessoas estão dedicando mais e mais tempo ao aparelho e às redes sociais. Quem não está consciente perde tempo precioso, sem possibilidade de recuperação. O caso é grave, e pode ser constatado. Se você for a alguma praça de alimentação lance um olhar à sua volta. Deslique seu celular antes de se lançar à experiência! Foque nas pessoas e em seus celulares
É a tragédia que estamos todos praticando e institucionalizando. Conte quantos portadores não conseguem tirar os olhos de seus smartphones. O prato com alimento esfria à frente de cada um. De quando em quando, uma garfada, mas foco, só no aparelho. Realizando essa experiência observei gente junta por muito tempo, sem trocar uma única palavra, sem curtir a satisfação do encontro pessoal. Foi ainda pior: tinha um grupo que conversava com os companheiros de mesa... mas, pelo Whatsapp e o Face.
Repita a experiência no trabalho, ou, se quiser, no momento em que a família se reunir para o almoço, ou para o churrasco de final de semana. Não há mais relações interpessoais
A medicina relata aumento de lesões de pescoço e coluna, por uso de celular. Tem sonoterapeutas listando incremento de sono diurno — que não recupera o organismo e a mente — dentre jovens saudáveis que trocam o dia pela noite para permanecer mais tempo na Internet.
O transtorno, considerado por profissionais norte-americanos como paranoia, já tem nome: Fear of Missing Out (Fomo, na sigla em inglês, que quer dizer ‘medo de perder alguma coisa’). Estudos científicos (Kiesler, 1999; Kraut, 1998), sustentam que uso paranoico de Internet pode causar problemas nas relações sociais, levar à perda de amizades — uma das razões da manutenção da amizade está no ‘toque de pele’ oportunizada pela presença física —, perda de emprego por ausência de foco, diminuição do tempo e da qualidade da comunicação familiar e aumento do sentido de solidão. Confira, a partir da experiência que propus, outros cenários que vier a frequentar. Quem você conhece que consegue se desligar das redes sociais? Perdem foco no que estão fazendo quando o celular ultramoderno tilinta?
FOMO (FEAR OF MISSING OUT): Alunos da Faculdade Jangada, carioca, listaram experiências para tentar trazer de volta os ‘viciados’: “Há algumas regrinhas básicas para uso consciente do celular, e até um joguinho. Vamos lá:
Social Rehab: Segundo os australianos Rhys Hillman, Sarah Chan e Scartlett Montanaro, uma pessoa olha em média 150 vezes por dia para o seu smartphone; 65% dos adolescentes usam o telefone enquanto socializam e 24% das pessoas perdem momentos importantes enquanto tiram fotos e compartilham online. Para evitar problemas à mesa, (1) Smartphones devem ficar no bolso ou na bolsa, e não em cima da mesa; (2) Nada de spam sobre onde e com quem você está; (3) Colocar o smartphone no modo silencioso; (4) Não atender chamadas à mesa; (5) Manter contato visual com sua companhia, e não com o telefone.
Phone Stacking (jogo): Quando o grupo se reúne, (1) todos pedem o que desejam; (2) Todos colocam os telefones numa pilha, virados de cabeça para baixo; (3) O primeiro que pegar o telefone paga a conta.
Restart Internet Addiction Recovery Program (tratamento de choque): Uma espécie de AA para compulsivos pela vida online. Fundado em 2009 em Washington pela psicoterapeuta Hilarie Cash e a terapeuta Cosette Rae. No tratamento é totalmente proibida a tecnologia. Você vai para o campo, onde participará de atividades em grupo. São 45 dias de internação e custa US$ 14,5 mil.”
Luiz Neto
Jornalista, editor de Opinião - luizneto@comerciodafranca.com.br
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