Um motorista de 44 anos, morador da região central da cidade, foi preso, na noite do último domingo, acusado de estuprar duas crianças que moram na mesma rua de sua casa. Segundo relatado pelas vítimas em inquérito policial, as mesmas foram até a casa do acusado brincar com seu filho. As duas garotas são irmãs e têm 7 e 8 anos de idade. O motorista foi preso em flagrante delito pelo delegado Eduardo Bonfim, no Plantão Policial, e permanece detido na prisão do Jardim Guanabara, aguardando transferência para a penitenciária de Serra Azul.
A prisão do motorista aconteceu por volta das 20 horas. Policiais militares foram acionados pela mãe das vítimas a comparecer na casa do acusado. Segundo a mulher, as filhas apresentavam um comportamento “estranho” logo após voltar da casa de um amigo (da mesma idade).
Após algum tempo de conversa, a filha mais nova disse que o pai do garoto havia passado a mão na “perereca” dela enquanto estavam na rede que fica pendurada no quintal e que ele teria esfregado o órgão genital nela. Depois, teria levado a mais velha até um quarto da casa e tentado tirar sua calcinha.
A irmã mais velha disse que, no quarto, por duas vezes o motorista baixou suas roupas e ela subiu. A menina disse ainda que o homem também esfregou o órgão genital nela, sobre suas roupas. Depois, ela saiu correndo do quarto. Por fim, as meninas foram embora, depois de pedirem ao homem que abrisse o portão. A mulher do motorista não estava em casa no momento dos abusos relatados pelas crianças.
Ainda de acordo com o inquérito policial, entregue na manhã de ontem, à DDM (Delegacia de Defesa da Mulher), a menina de 7 anos portava um celular e chegou a fotografar o momento que o acusado estava com a irmã mais velha deitado na rede. O aparelho será objeto de investigação e será periciado pelo IC (Instituto de Criminalística).
“Nós examinamos o inquérito muito bem elaborado pelo delegado plantonista. Ali estão as versões das duas vítimas que estão coerentes e muito descritivas, relatando todo o ato libidinoso com clareza. O autor, como esperado, negou todo o crime. Temos essa gravação (imagem do celular) e vamos buscar outros elementos (depoimentos de testemunhas e envolvidos) para encaminhar o mais rapidamente este caso para apreciação judicial”, disse Graciela Ambrósio, delegada da mulher.
Apesar de não ter sido relatada a penetração, a garotas foram encaminhadas para o IML (Instituto Médico Legal) onde foi realizado exame de corpo de delito. Segundo a delegada, esse tipo de procedimento é padrão em casos de estupro já que no exame é possível identificar vestígios de violência sexual tanto no corpo, quanto nas vestes das vítimas. “Independente do resultado desses exames, e nos baseando somente com as informações colhidas, já temos elementos suficientes para caracterização do crime de estupro”, disse a delegada.
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