Morreu o contador Corrado Cicilian, referência de várias indústrias


| Tempo de leitura: 2 min
Corrado Cicilian foi sepultado ontem, no Cemitério Santo Agostinho
Corrado Cicilian foi sepultado ontem, no Cemitério Santo Agostinho

Morreu no final da tarde de quarta-feira, 17 de setembro, em sua casa, o conhecido contador Corrado Cicilian, aos 66 anos. Foi vítima de infarto fulminante do miocárdio e, conforme a família, não sofreu. Vinha enfrentando diabetes há anos. Teve membros inferiores amputados e ultimamente, em casa, mantinha-se em sua cama e no sofá preferido, mantendo o mesmo e insuperável compromisso com a vida que sempre o caracterizou. Na presença de amigos e familiares que queriam saber dele e condição de saúde, não havia baixo astral: ‘estou melhor do que mereço’.

Com sua mulher, Sirlei, teve 42 anos de casamento. Fariam 43 em janeiro de 2014. Do enlace, dois filhos, Gabriel e Gustavo. Gabriel foi radialista e integrou a equipe esportiva da rádio Difusora até morrer, aos 35 anos, em 2011. Gustavo atua no apoio à coordenação do Caps (Centro de Apoio Psicossocial a dependentes de álcool, tabaco e outras drogas), órgão da Secretaria de Saúde do município.

Contador por profissão, Corrado atuou fortemente no setor calçadista. Passou por Calçados Mitter, Soberano, Mariner, Ivomaq e Retma. Integrou a direção da AEC/Castelinho, algumas vezes com diretor financeiro; foi diretor e presidente da Sociedade Italiana ‘Frateli Uniti’ e do Rotary Club Franca Oeste. Participou, também, da fundação do CVV (Centro de Valorização da Vida), levando sua experiência contábil à estruturação e institucionalização do primeiro posto de voluntários da entidade em Franca.

Adorava a alegria. Em sua passagem pela direção da AEC/Castelinho produziu eventos que tornaram o clube, referência de bons carnavais de salão. Não apenas organizava. Queria mais. Continua na memória de muitos o bloco carnavalesco ‘Ponto Final’, que formou com amigos e que conquistou vários concursos de salão, crescente número de participantes a cada ano.

Segundo Sirlei, Corrado foi a força que lhe permitiu enfrentar os vários embates dolorosos que se abateram sobre a família. Mesmo quando parecia que não havia solução, ele, com seu jeito direto, mas apaziguador, ‘fazia as coisas acontecerem’, disse ela. Ontem, velando o corpo, estava incrivelmente calma. Era o reflexo das batalhas pela vida enfrentadas pelo marido em várias cirurgias e, em 2011, pelo filho, que permaneceu meses em coma, até morrer. Sua fala representava a tristeza do momento: ‘perdi meu companheiro’. O velório aconteceu no São Vicente de Paula, seguindo-se sepultamento no Cemitério Santo Agostinho, às 16 horas de ontem.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários