Mais uma vez, chegou a hora. A partir da zero hora deste domingo, os moradores das regiões Sul, Sudeste (o que inclui Franca), Centro-Oeste e Distrito Federal precisam adiantar os relógios em uma hora. O horário de verão vai durar 119 dias, terminando só à meia-noite do dia 16 de fevereiro de 2014.
Apesar de representar uma economia de energia significativa, o horário de verão é polêmico e costuma dividir opiniões. Neste ano, não foi diferente. A reportagem do Comércio da Franca visitou o Centro da cidade ontem e encontrou tanto pessoas que aprovam quanto que criticam a medida, além daqueles que não dão a mínima para a mudança.
Uma das que é a favor do novo horário é a dona de casa Maria Cristina Borges, 48. “Eu me adapto com a maior facilidade. Se você for para outro país, você não tem que se adequar também? Com o horário não é diferente. O pessoal já acostumou, é o jeitinho brasileiro (risos)”, disse. A camelô Patrícia Borges, 29, concorda. “Prefiro o horário de verão. Acho que fica mais cômodo, acordo mais disposta. Como tenho mais uma hora de luz, posso ficar até mais tarde na minha barraca, o que aumenta as vendas.”
Mas nem todos pensam como elas. O sapateiro Erik de Paiva Ramos, 29, acha o sistema “inútil”. “Esse horário não economiza nada de energia. Na hora de deitar, fica mais quente e você acaba dormindo mais tarde. Quando vou para a igreja, às 19 horas, tenho que ir debaixo de sol. Muda toda a rotina da gente para nada”, afirmou. “A gente passa a acordar mais cedo e o dia passa rápido demais”, completou a vendedora Juliana Silveira, 21.
Há também aqueles que são indiferentes à medida, como o estudante Ian Alvarez, 23. “Uma hora a mais, uma hora a menos não faz diferença.”
Economia
A CPFL Paulista, responsável pela distribuição de energia elétrica em Franca, estima uma redução de 0,62% no consumo de energia elétrica nas 234 cidades em que atua, o que representa 68.019 MWh (megawatts por hora). Esse volume é suficiente para abastecer a cidade de Franca por 35 dias; Ribeirão Preto por 15 e Batatais por 185, por exemplo.
O objetivo do horário de verão é aproveitar mais a luz natural. Com dias mais longos, o consumo de energia elétrica no horário de pico, das 18 às 21 horas, é reduzido. Além da economia, outra vantagem é diminuir os riscos de sobrecarga no sistema elétrico: com o horário do verão, a iluminação pública e os letreiros luminosos do comércio passam a operar após as 19 horas, quando o consumo industrial começa a cair.
O horário de verão foi adotado pela primeira vez no Brasil em 1931, mas ele só passou a ser utilizado de forma consecutiva 28 anos atrás. Esta é a sua 43ª edição no país.
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