Mensalidade de escolas particulares deve subir até 12%


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Marlene Fernandes, diretora do Colégio Aguillar, durante reunião com pais na tarde de ontem: escola prevê aumento de até 12%
Marlene Fernandes, diretora do Colégio Aguillar, durante reunião com pais na tarde de ontem: escola prevê aumento de até 12%

O fim do ano gera ansiedade para os alunos e preocupação para os pais. Enquanto as crianças e os adolescentes esperam pelas férias, os pais aguardam o aviso de quanto terão de desembolsar a mais no próximo ano com as mensalidades escolares. Em Franca, as anuidades cobradas pelas instituições particulares deverão ter reajustes entre 7% e 12% para o ano letivo do ano que vem. Isso mostra que os aumentos serão maiores do que a inflação prevista, que é de cerca de 6%.

O Comércio da Franca entrou em contato com nove escolas particulares da cidade, porém, apenas quatro delas já começaram o período de rematrículas e, portanto, a repassar os valores corrigidos aos pais. As demais têm até 15 de dezembro, 45 dias antes do início do próximo ano letivo, para definir os reajustes.

O Colégio Caetano Caprício é, até agora, o com menor índice previsto de reajuste, 7%. Em seguida, vem o Novo Colégio que programou para o ano que vem um reajuste de 8,5%. Segundo o coordenador da escola, Fábio Willyan Grillo, não é possível repassar o real aumento dos custos a seus “clientes”. “Temos um aumento superior ao repassado, mas sabemos da realidade dos pais e atualmente não conseguimos repassar todo este valor. A escola, neste caso, arca com parte disso.”

O Colégio Monteiro Lobato - COC Franca reajustou em 10% as mensalidades. “Temos desde o ensino infantil até a faculdade, então o valor das mensalidades mudam de acordo com a graduação, mas todas terão o acréscimo”, disse o superintendente administrativo do colégio Neivaldo Hákime.

O Colégio Aguillar prevê aumentos entre 9% e 12% em suas mensalidades, dependendo do ciclo escolar em que as crianças ou adolescentes estiverem matriculados. Segundo a diretora da escola, Marlene Fernandes, alguns ciclos tiveram um reajuste maior porque estavam em defasagem. “O ano passado teve mensalidade que reajustamos apenas R$ 5, então tive de reajustar um pouco mais este ano para compensar. Tenho que me adequar agora para conseguir arcar com as despesas, principalmente de professores. Ou você reajusta ou você não trabalha.”

Os fatores que mais contribuem para o reajuste das mensalidades são os gastos com a folha de pagamento dos funcionários, que costumeiramente também são reajustados no início do ano seguinte, reformas, ampliações, edificações, aquisição de equipamentos e materiais didáticos novos, materiais de uso comum no estabelecimento, dentre outros.

Cálculo
Segundo o diretor regional do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino no Estado de São Paulo (Sieeesp), João Alberto Veloso, muitas escolas ainda não fixaram os novos valores porque ainda têm tempo, de acordo com o próprio dispositivo legal, e também em função da inconsistência da economia, mas garante que atualmente a situação é tranquila em função da parceria entre a escola e os pais. “A escola é livre para estabelecer o seu preço e o que ela hoje faz é procurar atender aquilo que é sua necessidade e também aquilo que a capacidade da sua clientela pode pagar. Então, isso vem permitindo que nos últimos dez anos a situação seja muita tranquila, porque tudo é feito numa quase parceria”, disse Veloso.

Pelas projeções da inflação e dos principais indicadores, Veloso acredita em um reajuste na média de 6% a 10%. “Além do reajuste da própria inflação, a escola - quando chega março - tem que dar esta inflação e mais 2% de produtividade ao professor, conforme estabelecido pela convenção coletiva. O maior insumo que a escola tem é pagar gente, a mão de obra do professor. Então acho que não fica abaixo de 6% de jeito nenhum e difícil ficar acima de 10%, a não ser que tenha justificativa para isso.”

Segundo o sindicato, para aumentar as mensalidades acima da inflação, os estabelecimentos de ensino devem tornar pública uma planilha de custos que justifique os aumentos. Além disso, o reajuste só pode ser realizado uma vez no período de 12 meses.

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