São Paulo Solidário


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Acabar com a fome é discurso perene na agenda política de muitos governos, mas a luta transcende apontar problemas e culmina na eficiência de medidas para atingir o fim. Quem está em situação de vulnerabilidade social precisa muito mais do que palavras. No Dia Internacional pela Erradicação da Pobreza, instituído pela ONU e ocorrido ontem, apresentamos avanços do Estado de São Paulo e encaramos os desafios.

O principal programa do governo paulista para superação da extrema pobreza é o São Paulo Solidário. A atuação da Secretaria de Desenvolvimento Social ataca as privações das famílias em esforço conjunto com outras pastas para promover inclusão produtiva e melhora da qualidade de vida. Para conhecer a realidade, são feitas visitas domiciliares e aplicado questionário com base no Índice de Pobreza Multidimensional. A metodologia diagnostica os problemas com foco em saúde, educação e padrão de vida.

A intenção do programa é atingir os 645 municípios do Estado até 2014, começando com 97 cidades de menor IDH (Índice de Desenvolvimento Humano). Em 2012 foram visitadas mais de 201 mil casas. A segunda etapa está em andamento em 483 municípios. Até dia 15 deste mês, mais de 575 mil domicílios foram visitados. A terceira etapa ocorrerá nas 65 cidades da Região Metropolitana de São Paulo, Campinas e Baixada Santista.

A consolidação dos dados resulta no diagnóstico das privações, e, posteriormente, na co-participação direta das famílias na superação delas. A ação também prevê recursos do Estado para desenvolvimento de projetos e ações aos municípios além da articulação entre secretarias estaduais. Num momento de austeridade econômica em que países lutam por equilíbrio orçamentário, financiar a superação da pobreza é desafio e tanto. Como locomotiva do Brasil, São Paulo não pode e não vai se esquecer de um único cidadão.

Rogerio Hamam
Secretário de Estado de Desenvolvimento Social  

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