O ex-presidente da Câmara Municipal de Restinga e funcionário público Claudinei Magrão é contra a “migração” das terras para Franca. “A verdade é uma só: Restinga sempre ficou com a conta”, disse, em entrevista ao Comércio, ao se referir aos serviços prestados aos moradores daquela área.
Magrão explica que o problema, apesar de antigo, veio à tona em 2009. “Foi despertado através da empresa que estava abrindo na fazenda Santa Cruz, para fazer o engarrafamento de água mineral. Uma publicação no Diário da União dava conta de que a licença sairia como se a propriedade pertencesse a Franca.” Ele afirma que esteve várias vezes em Brasília, acompanhando o ex-prefeito Clarindo Ferracioli, o Belão, na tentativa de manter as terras em Restinga. “Estivemos no DNPM (Departamento Nacional de Produção Mineral) protocolando documentação que provava que aquele canto ali pertencia ao município de Restinga. Através de certidões de propriedade, de levantamento de serviços prestados de saúde, transporte e educação”, afirmou.
Segundo Magrão, o mesmo documento foi protocolado na Assembleia Legislativa, IBGE e DNPM (Departamento Nacional de Produção Mineral), mas nenhum órgão emitiu parecer sobre o caso. “Vejo que a única possibilidade de regularização é a Assembleia Legislativa, por meio do governo do Estado, tomar a iniciativa de rever esta demarcação. Esta lei, seria a única forma de corrigir esse equívoco.”
Magrão preferiu não informar os deputados contatados à época. O DNPM foi procurado pela reportagem, mas não retornou.
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