S. Casa garante segurança de maternidade


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UTI Pediátrica da Santa Casa de Franca possui 10 leitos. Segundo o hospital, atualmente na escala atuam de 6 a 7 técnicos por turno na unidade de terapia intensiva
UTI Pediátrica da Santa Casa de Franca possui 10 leitos. Segundo o hospital, atualmente na escala atuam de 6 a 7 técnicos por turno na unidade de terapia intensiva

O caso da mãe que teve seu filho trocado na UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) Pediátrica da Santa Casa de Franca há nove anos deixou muitas mulheres grávidas que darão à luz naquele hospital preocupadas com a segurança oferecida a seus futuros bebês. Mesmo se recusando a comentar a troca, a Santa Casa garantiu que adota todos os procedimentos para controlar a identificação dos recém-nascidos.

As informações foram passadas por e-mail via assessoria de imprensa. Segundo o hospital, assim que nascem, os bebês recebem uma pulseira de plástico com nome da mãe e um número de identificação. Uma pulseira idêntica é colocada também no braço da mãe. O plástico com o qual é confeccionada esta pulseira é “extremamente resistente” e não pode ser rompido sem a ajuda de uma tesoura. Os dados nele adotados também não são “facilmente” apagados. No caso de bebês prematuros, são usadas as mesmas pulseiras, mas, em virtude do pequeno tamanho que muitos possuem, em vez de serem colocadas no braço podem ser postas em uma das pernas.

Uma vez feita a identificação da mãe e de seu filho, o bebê é levado para a avaliação de um pediatra. Se for considerado sadio, é colocado em contato com a mãe para ser amamentado e fica com ela na maca até serem transferidos para o quarto. Se a mãe quiser, ela também pode ser acompanhada por algum parente ou amigo durante todo o parto até a ida para o quarto.

No quarto, podem ficar até duas mulheres com seus respectivos filhos. Os recém-nascidos permanecem ao lado das mães durante todo o tempo. Só saem quando há necessidade para exames ou coleta de algum material. Nessas ocasiões, são conduzidos pela equipe de enfermagem devidamente identificada.

Quando o bebê é avaliado e apresenta problemas que precisam ser acompanhados mais de perto, eles são levados para a UTI Pediátrica ou para a UNI (Unidade Neonatal Interna).

Na UNI, existem sete leitos que ocupam uma mesma sala. Os recém-nascidos permanecem com suas pulseiras de identificação, mas são cuidados pela equipe de médica e de enfermagem especializada. De acordo com a assessoria da Santa Casa, o Ministério da Saúde determina que exista um técnico de enfermagem para cada cinco recém-nascidos. Na unidade neonatal do hospital, trabalham de dois a três técnicos por turno.

Já na UTI Pediátrica são 10 leitos. A recomendação do Ministério é que haja um técnico de enfermagem para cada dois recém-nascidos. Segundo o hospital, atualmente na escala atuam de seis a sete técnicos por turno.

Diferente do que acontece com os bebês que ficam no quarto com as mães, os que estão na UTI ou na UNI têm as visitas mais controladas. Apenas os pais podem estar com as crianças todos os dias. As mães não tem horário controlado. Já os pais podem ficar com seus filhos até as 22 horas. A quinta-feira é reservada para os avós. A Santa Casa não informou se tem horário controlado.

No caso da UTI, a ala onde ficam as crianças e bebês é dividida em seis quartos. A entrada é controlada por meio de um sensor no crachá dos médicos e funcionários e nos que são entregues aos visitantes autorizados.

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