Dia da Criança


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Do Conselho Municipal de Defesa da Criança e Adolescente, recebi: ‘A Constituição Federal e o Estatuto da Criança e do Adolescente estabelecem a proteção integral da criança, assegurando-lhe, com prioridade, o direito à vida, saúde, alimentação, ao lazer, à altura, dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência comunitária, além de colocá-la a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão.

Quem é responsável por assegurar esses direitos? Todos nós, os adultos da sociedade. Em primeiro lugar, pais ou responsáveis , que devem cuidar da saúde e da integridade física de suas crianças, encaminhando-as à escola e lhes dando ambiente familiar saudável e harmonioso, que favoreça brincadeiras e o ser criança.

Todos devemos estar atentos em como as crianças vivem. Aos adultos das diversas instâncias dos governos municipal, estadual e federal, nas instituições e nos conselhos, cabe garantir atendimento na saúde, educação, lazer.

Os adultos, sem exceção, têm papel a cumprir e, em conjunto, devem contribuir para que crianças cresçam mais saudáveis e felizes, com futuro digno e brilhante à frente. Vamos aproveitar este Dia da Criança para refletir um pouco mais sobre nosso papel e a contribuição efetiva que temos que deixar às futuras gerações’.

CHÁS, SUCOS...: Muita gente faloucomigo esta semana, solidarizando-se e se dizendo, também, sofrendo de calculose renal. Fui à pesquisa. A Organização Mundial da Saúde fala em genética (24% das pessoas com ascendentes portadores podem desenvolver cálculos renais) e afirma que 12% da população mundial convive com o problema. Outras razões para pedras, são baixa ingestão de água e alimentação sem critério. A Secretaria da Saúde de São Paulo tem pesquisa que garante que a formação de cálculos aumenta 30% no verão, período em que mais perdemos líquido pela urina e suor.

Das trocas de experiências que vivi esses dias, dois registros. Um, sobre ‘remédios’ que ‘resolvem, vez por todas, o problema’. Chás — ‘quebra-pedra’, ‘boldo com camomila e alecrim’, ‘folhas de amoreira negra’ (hein?), ‘boldo-do-chile com alho’ (não serve boldo-do-brasil, disse-me o aconselhador). Sucos — de melancia, caju, casca de pau-brasil, salsinha. Cerveja! Muita cerveja quente. Uau! Cerveja quente! Balela. O que resolve é água. Muita água! Outro me contou que um amigo resolveu definitivamente o problema bebendo ‘abacaxi batido com coca-cola’! O outro registro, a ‘democracia das pedras’. Jovens, adultos, idosos, crianças(!), ricos, pobres, magros, gordos, ateus, religiosos são, sem exceção, são atingidos. Até que anima: ‘você não está só!’.

Precisamos tomar decisões. Se pedra nos rins é democracia pura, está na hora de entender a gênese do problema e descartar — como também ensina a Organização Mundial da Saúde — alimentos e bebidas que contribuem para que a situação perdure. Eu era, até dois meses, ardoroso amante de refrigerantes. Parei. Houvesse salaminho, mortadela, presunto, moçarela (é assim mesmo que se escreve), salsicha e embutidos de qualquer tipo, lá estava eu. Parei. Churrasco? Hummmm! Lá estava eu curtindo, especialmente, o grão de sal grosso que, às vezes, restava na boca. Não é ótimo? É. Mas parei. Precisamos correr de conservantes! (Aliás, só por experiência, vá aos rótulos de sucos que se vendem em garrafinhas ou tetrapaks e verifique a quantidade de sódio presente. Batem, de longe, a quantidade dos refrigerantes).

Quanto aos tantos que se manifestaram, contando sobre a guerra contra a calculose, quem sabe possamos abrir, na internet, grupo de discussão tipo ‘sai pra lá, dor’. Como já disse, repito: quem gosta de dor é masoquista, ou faquir, ou corinthiano, ou sãopaulino, ou torcedor da Francana...

DATA: Pois é. A A.A. Francana completa hoje, 101 anos...

Luiz Neto
Jornalista, editor de Opinião - luizneto@comerciodafranca.com.br

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