Santa Casa de Franca mantém silêncio sobre troca de bebês


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 Ana Paula Câncio, de 27 anos,  está a procura do filho considerado morto em 2004
Ana Paula Câncio, de 27 anos, está a procura do filho considerado morto em 2004

O caso da sapateira Ana Paula Câncio, de 27 anos, que procura seu verdadeiro filho depois de descobrir que o bebê que enterrou em 2004 não era seu, ganhou repercussão nesta sexta-feira. Pelo menos seis veículos de comunicação procuraram a sapateira em busca de mais detalhes sobre o caso. Apesar de toda a movimentação, a direção da Santa Casa de Franca manteve o posicionamento de não comentar o caso.

O hospital é acusado de ser o responsável pela troca de bebês que acabou fazendo com que a família de Ana Paula enterrasse, há nove anos, uma criança que não era seu filho. A comprovação da troca veio há três meses, quando um exame de DNA pedido pela Justiça atestou que a criança morta na Santa Casa de Franca em 19 de outubro de 2004 não é o menino a quem Ana Paula deu à luz.

Na Justiça
Desde então a mãe vem travando uma batalha para descobrir o que aconteceu com seu verdadeiro filho. Ela quer que as outras sete crianças internadas na UTI Pediátrica da Santa Casa naquele mesmo dia também façam exames de DNA. “Eu quero conhecer meu filho, saber onde e como ele está. Eu tenho esse direito”, disse Ana Paula.

Como o processo movido por Ana Paula contra a Santa Casa corre em segredo de Justiça, o hospital disse estar impedido de comentar o assunto. Em nota enviada à imprensa na tarde de quarta-feira, informou apenas que está adotando todas as medidas necessárias para apurar o que de fato aconteceu e que, até o momento, não houve nenhum resultado. Ontem, o posicionamento do hospital se manteve.

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