Agentes da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) prenderam, ontem à tarde, dois adolescentes acusados de roubo. Os crimes foram praticados com uso de arma de fogo, na madrugada do dia 28 de setembro. Segundo os policiais, após assaltarem um posto de combustíveis na Vila Real, ambos pediram uma corrida ao taxista MRS, de 43 anos, do Parque Progresso até o Jardim do Éden. Chegando ao local, eles teriam rendido o motorista e levado pouco mais de R$ 100. A fuga se deu a pé. A polícia revelou que Eduardo Kennedy Lopes, 18, e o adolescente, de 17 anos, confessaram o crime. Ambos devem ficar recolhidos - o menor em uma instituição especializada.
Munidos de mandados de busca e apreensão, o investigador Marcos Euclídes e outros policiais civis locais, estiveram na casa dos suspeitos no Jardim do Éden e no Palma, zona leste da cidade. Na casa de Kennedy, após revista, eles encontraram dez porções de cocaína.
Após confessar os crimes (tráfico e roubo), o rapaz foi levado para uma cela na própria delegacia especializada para posterior identificação das vítimas. “O menor também confessou o crime de roubo e assim que finalizarmos o inquérito iremos solicitar à promotoria de infância e juventude sua internação na Fundação Casa pelo tempo previsto na legislação”, comentou o delegado Márcio Murari.
O chefe da DIG disse ainda que os dois rapazes são suspeitos de terem cometido outro crime violento nos últimos dias. “Estamos investigando um sequestro relâmpago ocorrido semana passada. Segundo o depoimento da vítima, a arma utilizada em sua abordagem era semelhante a usada nestes outros dois roubos”, acrescentou Murari. Nos próximos dias, ele irá solicitar que a vítima deste sequestro faça a identificação dos suspeitos. Por não terem antecedentes criminais ambos não estão “fichados” nos registros da delegacia. O revólver mencionado pelo delegado é um modelo calibre 32 cromado. Durante as buscas realizadas na casa dos suspeitos, ontem, nenhuma arma foi encontrada. Segundo o adolescente, a dupla se desfez do revólver após o assalto ao taxista. “Não acreditamos nessa informação, pois não é comum alguém se desfazer de sua ferramenta de trabalho. É o mesmo que você (repórter) jogar fora sua caneta ou o fotógrafo abandonar a câmera”, disse, sorrindo, o investigador Marcos Euclides.
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