Investimento: números em alta


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Levantamento da Fundação Seade divulgado esta semana identificou cerca de 1.000 anúncios de investimentos empresariais no Estado de São Paulo em 2012, num total de US$ 59,8 bilhões, considerado o maior montante anual desde 1998, quando se iniciou a pesquisa. O número representa um crescimento de 22% em relação a 2011. O objetivo do estudo é mapear as principais tendências da economia paulista e indicar as expectativas sobre o desempenho econômico do Estado nos próximos anos, de acordo com a entidade.
A Pesquisa de Investimentos Anunciados no Estado de São Paulo (Piesp) mostra que US$ 37,4 bilhões (62,6% do total) têm previsão de término até 2016 e outros US$ 7,7 bilhões (12,9%) deverão ser concluídos entre 2017 e 2020. Os investimentos de longo prazo (dez anos ou mais) somaram US$ 14,7 bilhões (24,5%) e referem-se a saneamento básico, aeroportos e frota de aviões. Cerca de 66% dos recursos (US$ 39,3 bilhões) envolveram investimentos em infraestrutura, especialmente na área de transporte. A Região Metropolitana de São Paulo encabeça o ranking estadual com 42% do total (US$ 25 bilhões), seguida da região de Campinas (16%, ou US$ 9,4 bilhões), Baixada Santista, São José dos Campos, Sorocaba e Bauru (juntas, as quatro regiões acumularam participação de 12% (US$ 7,3 bilhões).

CPI das Autopeças: Concessionárias de veículos estariam praticando preços abusivos na venda de peças no Estado, com diferença de até 100%, segundo relatório final da CPI das Autopeças, na Assembleia Legislativa paulista, divulgado na segunda-feira, 7. Os deputados chegaram a levantar a hipótese de cartelização ao considerarem que as montadoras e importadoras de veículos têm defendido os seus interesses, inclusive com ações judiciais, frente a fabricantes do chamado mercado independente de autopeças. As montadoras alegam que é necessária a proibição de cópia de suas peças, cujo desenho industrial é propriedade intelectual protegida por lei. E a indicação ao consumidor teria, segundo elas, relação direta com a qualidade do produto e a segurança dos veículos. Os trabalhos da CPI duraram seis meses e nas reuniões foram ouvidos representantes de montadoras, fabricantes e revendedores de peças, do Ministério Público e de órgãos de defesa dos consumidores. A presidência e a relatoria da comissão são dos tucanos Fernando Capez e Ramalho da Construção, respectivamente.

Disponibilidade: No relatório final, a CPI das Autopeças propõe a confecção de projeto de lei determinando a obrigação de as montadoras e importadoras de veículos atenderem a pedidos de peças originais e novas de reposição aos veículos disponíveis no mercado, no prazo máximo de 30 dias, a contar do pedido formal à concessionária autorizada do município onde o veiculo será reparado. Propõe também que seja mantido estoque das peças por no mínimo cinco anos após a cessação da fabricação do veículo, entre outras providências. Se não houver peça original disponível, a lei se aprovada determinará que, com autorização do proprietário, possam ser usadas peças do mercado de reposição no conserto do veículo.

Sinal vermelho: As prefeituras em geral não conseguem dar conta das demandas nas áreas de saúde e educação, entre outras. Em breve, terão mais um item a se preocupar, além da manutenção da iluminação pública a partir de fevereiro de 2014. Projeto da Câmara Federal prevê a instalação obrigatória de temporizador em semáforos com radares para avanço do sinal. Se aprovado, serão necessários mais equipamentos e gastos na gestão das multas.

Wilson Marini
Jornalista - email wmarini@apj.inf.br

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