Mães pedem segurança na porta da escola 'Sérgio Leça' no Aeroporto


| Tempo de leitura: 2 min
Estudantes deixam a escola na manhã de ontem. Confusões assustam pais e mães do bairro
Estudantes deixam a escola na manhã de ontem. Confusões assustam pais e mães do bairro

Mães de estudantes da Escola Estadual “Professor Sérgio Leça Teixeira”, no Jardim Aeroporto III, estão preocupadas com a segurança de seus filhos. Apesar de morarem perto, muitas delas acompanham os pequenos pelo braço até o portão de entrada às 13 horas e voltam na saída, às 18 horas, para garantir que nada lhes aconteça. Elas têm medo que seus filhos levem a pior em brigas entre alunos ou envolvendo jovens da comunidade. Por isso, elas mulheres pedem a presença de uma viatura da Ronda Escolar nos horários críticos. Muitos destes jovens, segundo elas, são usuários e traficantes de drogas.

O histórico de problemas de agressão envolvendo adolescentes que não estão matriculados na escola é antigo. Há cerca de duas semanas um grupo invadiu o portão de entrada do pátio à procura de um aluno. Por sorte, o estudante havia faltado.

“Esses meninos que ficam aqui em frente à escola invadiram para bater nos alunos. A ronda escolar só passa aqui quando tem algum problema. Levo e busco meus filhos todos os dias, mas não adianta. No começo do ano, fui agredida por esses ‘moleques’ quando estava com meus dois filhos e com a minha filha de quatro anos”, disse uma dona de casa de 31 anos, moradora do bairro, que pediu anonimato.

Outra mãe, uma auxiliar administrativa de 29 anos, também foi ouvida ontem pela reportagem. Ela acompanha sua filha de 11 anos até a entrada por medo que ela seja agredida. A mulher reside em Franca há dois meses e disse que não esperava por este tipo de problema. “Morava em uma comunidade pacificada em São Paulo (Jardim Pantanal) e não era assim. Nesse dia da briga, a coisa foi generalizada. Empurraram a coitada da inspetora para dentro e invadiram a escola. A sorte é que uma viatura da PM estava passando na avenida e uma mãe correu para avisá-los. Precisávamos de uma Ronda Escolar aqui todos os dias”, afirmou.

A diretora em exercício da escola, Helena Maria Moreira, não falou sobre o assunto. Contatada, a secretaria estadual de educação não confirmou a invasão. Diferentemente do relato das mães, a assessoria de imprensa alegou que os menores foram abordados por PMs quando ainda estavam na calçada.

O capitão Max Wilson, da Polícia Militar, disse que todo o efetivo disponível já é utilizado e que é impossível atender as dezenas de unidades de ensino ao mesmo tempo.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários