Terminou domingo o prazo para filiação partidária, criação de novos partidos e estabelecimento do domicílio eleitoral do candidato que pretende concorrer às eleições de 2014. Em Franca, as principais peças do tabuleiro eleitoral não se alteraram. Mesmo tendo recebido convites diversos, o ex-prefeito Sidnei Rocha (PSDB) e Graciela Ambrósio (PP) optaram por permanecer onde estavam. Alguns “casamentos” terminaram em litígio. Marcelo Valim e João Rocha deixaram o PSDB e o PMDB, respectivamente, disparando contra os antigos companheiros. Paulo Zamikhowsky abandonou o PSB, mas evitou lavar roupa suja em público.
Apesar de dizer em encontro do diretório municipal, em agosto, que o “partido está frouxo”, Sidnei permaneceu no ninho mesmo tendo uma relação conturbada com o deputado Roberto Engler, coordenador regional do PSDB. “Eu nunca falei que ia mudar de partido. Falei que se fosse candidato não seria pelo PSDB. Mas eu não ia ser candidato. Teve gente dentro do partido que saiu pregando isso.”
Graciela Ambrósio não se preocupou com mudanças e viajou durante a semana com os filhos para um período de férias nos Estados Unidos. O marido da delegada, Paulo Roberto Ambrósio, disse que, antes da viagem, ela esteve em São Paulo, onde se reuniu com a cúpula do Partido Progressista e decidiu ficar. A ex-vereadora é a presidente do diretório municipal do PP.
Alguns divórcios nada amigáveis marcaram o cenário político de Franca. O radialista e ex-vereador Marcelo Valim criticou Alexandre Ferreira, presidente do diretório municipal do PSDB. Ele, que era um dos pré-candidatos a deputado federal, disse que “carregou o partido nas costas” e que o tucano não reconheceu seu trabalho.
O vice-presidente do diretório municipal, Wagner Artiaga, rebateu o depoimento do radialista em seu perfil, em uma rede social. “Jamais se comportou como se espera de um político alinhado com o PSDB. Mas que ao menos na saída tivesse a honestidade e a nobreza de não dizer uma mentira dessa: ‘carreguei o partido nas costas’”. Valim se filiou ao PPS, sigla dos vereadores Marco Garcia e Zezinho Cabeleireiro.
Outra baixa foi a do empresário João Rocha que queria ser candidato a prefeito pelo PMDB na eleição passada, mas viu seus planos serem frustrados quando o partido abriu mão da candidatura própria e compôs com os tucanos. Por fazer duras críticas aos colegas, sobretudo a Aírton Sandoval, ele sofreu um processo interno de expulsão do partido. Nem o arquivamento do caso, definido na semana passada, fez com que o empresário continuasse compondo a sigla.
Ao anunciar que presidirá a comissão municipal provisória do PSD, ele atribuiu seu processo de expulsão a uma “manobra política” de Aírton Sandoval, assessor de Alexandre, para que Sidnei Rocha - seu rival - pudesse voltar ao PMDB nos próximos meses. “O senhor Aírton sempre foi capacho do Sidnei. Ele sempre esteve a serviço do Sidnei.”
O ex-vereador Paulo Zamikhowsky saiu do PSB, partido pelo qual foi eleito em 2008 e se filiou ao PMDB. “Não tenho mágoa nenhuma não. Gosto do [Marco Aurélio] Ubiali, do pessoal lá. Me dou bem com todo mundo, mas acho que se encerrou o ciclo.”
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