Existe uma caverna famosa e muito divulgada em imagens de livros e revistas. Chamase Caverna de Lescaux e fica na França. Nas suas paredes estão registros de uma caçada e de um animal hoje quase extinto- o bisão. Olhando para o desenho podemos imaginar o seu valor. É um dos primeiros que o homem primitivo consegue fazer. Ele já tem um levíssimo traço de cor. E como é que eles conseguiam obter cor se ainda nem tinham domínio do fogo? Vamos responder.
Os povos da Pré-História usavam terra, sangue, plantas, pedras e ossos moídos para conseguir diferentes cores. Por muito tempo foi assim. Mas essa tinta desbotava logo, não se fixava. Até que descobriram que se misturassem gordura de animal e seiva de determinadas plantas podiam obter um produto mais durável. Foi por essa época que os chineses criaram uma tinta preta a que chamaram nanquim. Ela ganhou este nome porque foi criada na cidade que se chama Nanquim.
Muitos séculos depois, no período chamado Renascimento, quando as artes, principalmente a pintura, ganharam espaço e importância, artistas criaram tintas com fórmulas secretas, para ninguém copiar e ficar igual à deles. Dois desses artistas foram Michelangelo e Leonardo da Vinci.
Hoje não há mais segredo. As tintas são fabricadas pela indústria, seguindo uma fórmula bem antiga: o pigmento, que confere cor, é misturado a substâncias que garantem durabilidade. E não só a telas, também a paredes, carros, objetos, tecidos. Tudo tem cor, não é mesmo? E todo ser humano tem uma cor preferida. Qual é a sua? A da Marara é azul!
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