Prefeito Alexandre Ferreira propõe acordo e evita derrota na Câmara


| Tempo de leitura: 3 min
O presidente da Acif, José Alexandre Jorge, conversa com Daniel Radaeli: vereador criticou acordo
O presidente da Acif, José Alexandre Jorge, conversa com Daniel Radaeli: vereador criticou acordo

Os vetos propostos pelo prefeito Alexandre Ferreira (PSDB) ao projeto que dificulta a realização de feiras itinerantes em Franca e ao que permite aos camelôs manterem suas barracas nas praças do Centro foram mantidos sem votos contrários pela Câmara. O resultado favorável ao governo foi obtido após Alexandre fazer uma reunião de emergência com vereadores da base e diretores da Acif (Associação do Comércio e Indústria de Franca). Durante o encontro de três horas realizado no gabinete, na manhã de ontem, ele se comprometeu a enviar propostas alternativas ao Legislativo para regulamentar os serviços. Com isso, evitou o desgaste de assistir aos líderes do PSDB trabalhando contra e de sofrer uma derrota que parecia inevitável.

Criticado pelos comerciantes e pela bancada governista pela resistência em dialogar, o prefeito foi forçado a mudar sua estratégia. Após ouvir de Adérmis Marini, líder do governo, e de Valéria Marson, líder da bancada do PSDB, que ambos iriam trabalhar pela derrubada dos vetos, Alexandre chamou os vereadores para conversar. José Alexandre do Carmo Jorge, presidente da Acif, e Marcelo Carraro Rocha, gerente-executivo, também sentaram-se à mesa.

A reunião emergencial começou por volta das 7h30. Acabou pouco antes das 11 horas. Ficou combinado que os vetos seriam mantidos sem resistência, mas a Prefeitura teria de apresentar uma contrapartida. “Tentamos o entendimento com o Executivo por três meses. Como não conseguimos, fizemos passeatas e pedimos o apoio da Câmara. Agora, o prefeito nos chamou para conversar”, disse José Alexandre, que fez a ressalva: “Vamos dar este voto de confiança, mas não deixaremos de lutar para que a Prefeitura cumpra integralmente o que foi acordado”.

Em relação às feiras itinerantes, o prefeito prometeu apresentar projeto intensificando a fiscalização e cobrando taxas mais adequadas dos promotores. Embora o assunto não estivesse em pauta, o município também aceitou discutir a possibilidade de rever o corte de vagas de estacionamento no Centro e a criação de bolsões. O antigo estádio da Francana pode ser uma alternativa. Negociações também serão feitas com os camelôs sobre a desmontagem das barracas. “Eu iria, sim, derrubar o veto. Mas, como foi firmado o compromisso que garante o direito dos consumidores e resguarda a concorrência, chegamos a um consenso. Espero que venha uma lei razoável para fazer a regulamentação”, disse Adérmis.

Valéria Marson afirmou que estava propensa a derrubar o veto, mas que reviu a decisão pelo o que classificou de “amadurecimento” do prefeito e dos vereadores. “Agora é preciso haver lealdade e cumprir o que foi acordado.”

‘O bicho vai pegar’
Daniel Radaeli (PMDB) criticou o acordo feito às pressas quando a derrubada dos vetos mostrava-se iminente. Ele lembrou que diversas tentativas de diálogo foram feitas, mas que Alexandre não abriu as portas da Prefeitura. “Depois da porta arrombada e do projeto aprovado, o prefeito vai querer conversar? Ele desrespeitou a Câmara ao excluir os demais vereadores do encontro.”

O vereador disse que só votou pela manutenção do veto em respeito aos líderes do PSDB e que tem dúvidas se o acordo será cumprido pelo prefeito. “Eu não confio. Ele prometeu revitalizar a Estação e está tudo parado. Desta vez, se não for cumprido, o bicho vai pegar.”

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários