Conversa com a presidenta


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Aluizio Ferreira de Araujo, 68 anos, supervisor de manutenção predial de Campo Grande (RJ) - Estamos sendo lembrados a todo o momento sobre jovens que estão lotando presídios e sendo absorvidos pelo crime, que ostenta bens materiais e cega muitos dos nossos jovens. Existe um plano forte de investimento na qualificação e oportunidades de empregos formais, além da capacitação de novos empreendedores?
Presidenta Dilma - Existe sim, Aluizio. O governo federal tem ampliado a oferta de educação para os jovens, exatamente para que eles tenham uma melhor qualificação e aproveitem as muitas oportunidades oferecidas pelo mercado de trabalho. Criamos o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego - Pronatec que, desde o seu lançamento, em 2011, já beneficiou 4,4 milhões de jovens e trabalhadores, que puderam fazer cursos técnicos e cursos de qualificação profissional. Nossa meta é ofertar 8 milhões de vagas até 2014. Recentemente lançamos o Sisutec (http://sisutec.mec.gov.br), portal do Ministério da Educação que facilita o acesso aos cursos técnicos do Pronatec. Muitos cursos do Pronatec incorporam, em seus currículos, aulas de empreendedorismo. Estamos também ampliando o acesso ao ensino superior, inclusive levando mais universidades públicas para o interior do Brasil. O número de matrículas na graduação subiu de 3,5 milhões em 2002 para 6,4 milhões em 2010, e em 2012 alcançamos 7,0 milhões de matrículas. A expansão se deu com o crescimento da rede federal de ensino e também com ampliação do acesso ao ensino privado, inclusive com a concessão de 1,2 milhão de bolsas do Prouni e com 1,1 milhão de contratos de financiamento do Fies. Com essas políticas, queremos que nossos jovens tenham cada vez mais oportunidades de formação e de ascensão social, acreditando em suas carreiras e em seus empreendimentos.

Ainda há vagas para quem quiser estudar no exterior pelo programa Ciência sem Fronteiras?
Presidenta Dilma - Sim, os estudantes que desejarem estudar no exterior devem se preparar, pois neste mês de outubro vamos abrir novas chamadas para universidades em 17 países. Os estudantes que forem selecionados seguirão os passos de outros 53 mil que, nesses dois anos de existência do programa, conseguiram uma bolsa para estudar fora do Brasil, com tudo pago pelo governo brasileiro, desde a mensalidade da universidade até o alojamento e a alimentação. Desses universitários, 14 mil já concluíram seu ano de estudo no exterior e agora estão voltando para o Brasil, com uma vontade enorme de compartilhar os novos conhecimentos e, assim, ajudar a melhorar as nossas universidades e acelerar a produção de novas tecnologias e inovações. A educação é o nosso passaporte para o futuro, e por isso o Ciência sem Fronteiras é um dos grandes programas do meu governo. Com ele, estamos levando nossos melhores alunos para estudar nas melhores universidades do mundo. Estudantes das áreas exatas e biológicas, como engenharia, medicina, ciências biomédicas, da computação, tecnológicas, ciências agrárias, química, física, biologia e matemática, entre outros, podem ser beneficiados pelo Ciência sem Fronteiras. Esses jovens têm uma bolsa para estudar um ano em universidades ou institutos de pesquisa de alta qualidade no exterior, além de ter a oportunidade de fazer estágio em alguns dos laboratórios e empresas mais importantes do mundo. Nas universidades no exterior, os estudantes do Ciência sem Fronteiras têm a oportunidade de trabalhar em laboratórios superequipados, desenvolver experiências, enfrentar desafios, criar novos produtos ou novos serviços. Uma questão importante é que o principal critério de seleção do Ciência sem Fronteiras é o mérito do estudante. Para participar, o estudante precisa ter feito, pelo menos, 600 pontos no Enem e ter um bom desempenho no curso superior que faz aqui no Brasil. ações sobre os cursos e as inscrições.

Pergunta formulada pela Secretaria de Imprensa da Presidência da REpública para melhor entendimento do conteúdo

*O Comércio, assim como os demais jornais do País, se refere à chefe do Executivo como presidente, mas no nome desta coluna de autoria de Dilma Rousseff, fica a grafia preferida por ela: presidenta

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