O PSDB se reuniu na Câmara Municipal de Cristais Paulista, na manhã de ontem, para escolher a nova composição da coordenadoria regional. A eleição, que manteve Roberto Engler por aclamação no posto de líder dos tucanos em 16 cidades, ficou em segundo plano. Mesmo tendo ignorado o encontro, Sidnei Rocha foi um fantasma que atormentou os colegas de partido. O deputado expôs mais uma vez o racha com o ex-prefeito e o criticou duramente. “Ele é um desequilibrado.”
Sidnei foi lembrado por causa de declaração feita dia 20 de agosto, durante reunião do diretório municipal, em que descartou a possibilidade de se candidatar nas próximas eleições: “Aliás, se fosse sair candidato a deputado, não seria pelo PSDB. O partido está frouxo”, disse o ex- prefeito Sidnei.
Na reunião de ontem, Miguel Marques, prefeito de Cristais, endossou as palavras de Sidnei Rocha ao comentar sobre as dificuldades da próxima campanha eleitoral. “Precisamos levantar a cabeça, dar as mãos e deixar de ser frouxos, como muitos dizem.”
Em seu discurso, Engler lembrou das votações que os candidatos a governador e presidente pelo partido tradicionalmente recebem na região e discordou do comentário feito por Miguel. Foi quando passou a direcionar suas críticas a Sidnei. “O PSDB não é frouxo coisa nenhuma. Isto está na cabeça daqueles que não sabem conviver conosco. É frouxo para ele que chegou agora e está saindo do partido.”
Entrevistado pelo Comércio, Engler repetiu as críticas e mostrou não haver espaço para o ex-prefeito e ele no ninho tucano. O deputado evitou, inclusive, citar o nome de Sidnei. “Não ligo para o que esta pessoa cita porque ele não tem comedimento, não tem equilíbrio. Ele é capaz de brigar com o vice, chamar vereadores de corno, brigar com os três deputados, chutar cone na praça para humilhar um policial e até agredir uma mulher na rodoviária.” Sidnei Rocha estava descansando em seu rancho, em Rifaina, e não foi encontrado para comentar as acusações.
Engler também discordou da vereadora Valéria Marson que defendeu a necessidade do PSDB fazer um trabalho diferente nas próximas eleições para melhorar o seu desempenho nas urnas. “Sempre tivemos o maior percentual de votos. Não é mudar, não. É continuar unidos cada vez mais.” Coordenador regional, o deputado se eximiu da culpa pelo fato de o partido ter perdido, em 2012, seis das nove prefeituras que comandava. “Não tivemos apoio do governo, nem do partido.”
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