Francanos reclamam da situação das calçadas


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O aposentado Manoel Ponce, da V. Industrial, reclama do perigo a que pedestres se expõem ao serem obrigados a andar pela rua
O aposentado Manoel Ponce, da V. Industrial, reclama do perigo a que pedestres se expõem ao serem obrigados a andar pela rua

Andar pelas calçadas de várias ruas e avenidas de Franca é uma espécie de corrida com obstáculos. Além da má conservação ou da ausência das calçadas, há ainda locais, principalmente os lotes sem construção, que se tornaram verdadeiros lixões.

Um terreno na rua João Quirino de Souza, na Vila Industrial, é um desses locais. Proprietário de um imóvel da rua, Zalluar Freitas não se conforma com a quantidade de lixo jogado no terreno e tenta evitar, mas é em vão. “As pessoas jogam muito lixo aqui. A gente pede, fala que o prédio tem câmara e vai filmar, mas não adianta. Tem gente que solta até animais aqui. Isso é principalmente pela falta da calçada, acham que é abandonado.”

O aposentado Manoel Ponce mora no bairro. Segundo ele, durante o período da tarde é perigoso transitar pela rua nos trechos sem calçada. “Tem muito carro, porque o movimento aumenta com os pais que vêm buscar os filhos na escola aqui perto. Neste pedaço, como o jeito é andar na rua, as pessoas disputam lugar com os carros.”

As pessoas com deficiência e os idosos são os que mais sofrem. Márcia Cristina Moraes é deficiente visual e sair às ruas é quase uma missão quase impossível. ‘Tenho muita dificuldade com os buracos e as coisas paradas na calçada. Tropeço toda hora.”

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