Usuária afirma que empresas não valorizam deficientes


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No setor de cartonagem montado na Sociedade dos Cegos, Daniele Silva, 28, que tem problemas de visão, parecia uma “máquina” de montar caixas. Com os movimentos rápidos dela, em poucos segundos, o objeto estava pronto para ser utilizado pelas fábricas de calçados.

Dani, que já trabalhou com vendas, prefere o serviço oferecido pela entidade. “Eu me sinto bem mais tranquila, a cartonagem é uma terapia. Não abriria mão dela para trabalhar em empresas se fosse convidada porque nelas você fica no meio de um fogo cruzado. Não vamos ter o rendimento de outra pessoa, mas eles cobram do mesmo jeito e, quando você não obtém os resultados que pedem, deixam você de lado.”

Para Daniele, as pessoas deveriam ser mais conscientes sobre as condições das outras que têm algum tipo de deficiência. “As crianças, desde pequenas, têm que aprender nas escolas a lidar com um deficiente. Deficiência não é coisa do outro mundo e tem que ser respeitada.”

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