O nome da empresa que será responsável pela auditoria dos contratos assinados pela Prefeitura de Franca e a São José deve ser definido nesta sexta-feira. A escolhida terá 30 dias para apresentar um estudo sobre a redução de tarifa na cidade e apontar formas de melhorar o transporte público oferecido à população.
Até a tarde de ontem, quatro empresas já tinham apresentado suas propostas. Duas são escritórios contábeis de Franca (Isa Auditoria e Stival Contabilidade), outra é uma empresa de Campinas (Unica Assessoria Empresarial) e, por último, a Faculdade de Economia e Administração da USP (Universidade de São Paulo) em Ribeirão Preto, que informou seu interesse e deve enviar o preço dos serviços na manhã desta sexta-feira.
A escolha da empresa será feita pelos três membros da CEI (Comissão Especial de Inquérito), criada pela Câmara Municipal para investigar supostas irregularidades no contrato de concessão do transporte público de Franca. Os vereadores Adérmis Marini (PSDB), Nirley de Souza (DEM) e Luiz Carlos Vergara (PSB) definirão a vencedora.
O modelo de contratação ainda não foi definido. A princípio, ocorreria uma dispensa de licitação, o que limitaria os valores a R$ 8 mil.
A mais cotada
A Faculdade de Economia é a mais cotada para o serviço por já ter experiência na área. A FEA foi a responsável pelo estudo encomendado pela CEI do Transporte de Ribeirão Preto. Os especialistas ligados à faculdade analisaram os contratos e apresentaram uma série de sugestões para melhorar o transporte coletivo naquela cidade.
Em Franca, o trabalho será um pouco mais amplo. Os vereadores querem que a empresa vencedora responda se é possível baixar a tarifa cobrada hoje na cidade (R$ 2,80) e de quanto seria essa redução sem comprometer a qualidade dos serviços.
O estudo deverá servir de base para a elaboração do relatório final da comissão previsto para ser entregue até o dia 2 de novembro.
Jurídico
Além do relatório desta auditoria, os vereadores da CEI também esperam a conclusão do estudo dos contratos assinados entre a Prefeitura e a São José por parte do Departamento Jurídico da Câmara. A ideia é descobrir se houve o descumprimento de cláusulas constantes dos documentos e estudar medidas que possam ser colocadas em prática para evitar o prejuízo da população.
Em novembro do ano passado, o Comércio da Franca denunciou o descumprimento de várias cláusulas do contrato, entre elas, a frota mínima de veículos e a implantação de novas linhas.
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