Responsabilidade


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Franca é cidade industrial. Sua característica principal é de urbe na qual predomina o setor manufatureiro, e, com orgulho. Então, deve-se supor que seus empresários e trabalhadores conheçam bem as questões relacionadas com produtividade, modernidade e competitividade.

Não deve ser surpresa para nós, francanos os resultados de 2013 do ‘Relatório Global de Competitividade’ do Fórum Econômico Mundial. Lá se declarado que o Brasil voltou à posição de 2009, ocupando a 56ª posição, em meio a 148 países que compõem a lista. Responsável pelo levantamento e análise dos dados sobre as condições brasileiras, a Fundação Dom Cabral (Núcleo de Inovação e Empreendedorismo) é entidade respeitada e reconhecida nos meios acadêmicos. Assim, nada a objetar quanto à qualidade do trabalho. Mas, ao examinar os resultados, é lamentável reconhecer que, entre o ano passado e este ano, o país perdeu posições em 11, dos 12 itens nos quais se baseia o quadro geral.

Quatro se referem a condições para competitividade (instituições, infraestrutura, ambiente macroeconômico e condições de saúde e de educação básica); seis englobam aqueles que contribuem para o aumento da eficiência da produção e dos negócios (qualidade e treinamento da mão de obra, eficiência do mercado de bens, eficiência do mercado de trabalho, nível de desenvolvimento do mercado financeiro, capacidade de absorção de novas tecnologias e tamanho do mercado interno). Os itens finais cuidam da sofisticação do ambiente de negócios e da inovação.

A menos do ‘mercado interno’, nos demais estamos piorando, seja em infraestrutura, qualidade do ensino, saúde pública, entre outros. Diante do desafio da busca da excelência na produtividade, modernidade e competitividade, qual é nossa responsabilidade? A resposta está na tomada de consciência, determinação na busca de soluções e eficácia nos resultados.

Vicente de Paula Oliveira
Economista (FEA/USP)

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