Prefeito Alexandre poderia ter pedido mais cadastro de medula


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A Câmara Municipal repudiou a portaria 844 e aprovou um ato político de protesto contra o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, enquanto familiares da paciente Carolina Parzewski tiveram de acionar a Justiça Federal. Só assim, os francanos conquistaram o direito de poder ajudar a salvar vidas e se cadastrarem sem restrições como doadores de medula óssea. O caminho poderia ter sido mais curto. E menos dolorido.

Meu telefone tocou no começo da tarde de ontem. Do outro lado da linha, um assessor do Ministério da Saúde disse que o prefeito poderia ter evitado o problema. “Não há o menor conflito de interesse nesta questão. A própria portaria diz que cabe a cada gestor fazer o controle do atendimento, isto, inclui, inclusive, fazer maior coleta ou não. A portaria regula, mas a decisão de como fazer isto é no território, ou seja, no município.”

A conversa foi em off. Pedi ao Ministério da Saúde que me enviasse uma nota oficial. O texto recebido por e-mail afirma que, quanto à quantidade, a Coordenação-Geral do Sistema Nacional de Transplantes pode autorizar alterações do número máximo de doadores voluntários de medula óssea. Mas, faz a ressalva: “a partir de requerimento formulado pelo gestor de saúde local”.

O gestor, no caso, é a Secretaria Municipal de Saúde. Traduzindo: segundo o ministério da Saúde, aceitar mais doadores depende da vontade da secretária Rosane Moscardini e, é claro, de Alexandre Ferreira. Assim sendo, em caso de algum problema, Adérmis Marini, que é o líder do prefeito na Câmara, já sabe a quem procurar.

Negócio da China: O Tribunal de Justiça gastará R$ 5,4 milhões durante cinco anos para pagar o aluguel do prédio do antigo calçados Charm, onde funcionará a sede provisória do Fórum até que a Cidade Judiciária saia do papel. O ex-prefeito Sidnei Rocha (PSDB) pretendia comprar o imóvel por R$ 6,7 milhões no ano passado. A Câmara rejeitou o projeto.

Show do milhão: Seria realizada nesta quinta-feira a primeira audiência da ação em que as procuradoras jurídicas da Câmara solicitam uma indenização do município no valor de R$ 1,68 milhão para reparação de supostos danos morais sofridos no trabalho. O embate foi adiado para o mês que vem.

Canetada: A Prefeitura vai apresentar na próxima quarta, o projeto de lei que atribuirá novas funções à Guarda Municipal. Como este colunista antecipou no dia 10 de agosto, os “azulzinhos”, se a Câmara autorizar, vão voltar a fiscalizar o trânsito. E aplicar multas.

Chapinha: A Câmara realizará sessão solene amanhã em homenagem ao Dia do Cabeleireiro. Serão homenageados Lázaro Salvino de Oliveira e Terezinha das Neves Ubiali, mãe do deputado Ubiali. Só não pode chover.

Se a carapuça serviu... Vice-presidente da Câmara e um dos maiores defensores do governo, o vereador Marco Garcia (PPS) reclamou das dificuldades em liberar veículos apreendidos no pátio. Irritado, ele disse que o município sairia lucrando se concedesse 50% de desconto na estadia. “Só que os tecnocratas, os asnos e puxa-sacos que o acompanham não fazem chegar isso a prefeito”. Alguém, aí, sabe a quem ele se referiu?

Seresteiro da noite: O vereador Radaelli anda bravo com a decisão que anulou as gratuidades para o show de Roberto Carlos em ginásio do município. “Se fosse show do Amado Batista não teria liminar. O pobre tá enrolado.”

Edson Arantes
Jornalista - edson@comerciodafranca.com.br

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