Família de advogada vai à Justiça para garantir doação de medula


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Doação no Hemocentro de Franca: volume de coleta para doação de medula foi limitado por lei
Doação no Hemocentro de Franca: volume de coleta para doação de medula foi limitado por lei

A família da advogada Carolina Parzewski Guimarães Vivenzio, 36, que tenta encontrar um doador compatível de medula óssea, ingressará com uma ação na Justiça Federal tentando derrubar a portaria que limita a 200 o número de cadastro para doações em Franca por mês. Em outra frente, o vereador Adérmis Marini (PSDB) acionou a Procuradoria da República para que os francanos possam exercer o direito de doar. A Câmara votará na sessão de hoje uma moção de protesto contra o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

No período de 22 a 29 de setembro será realizada em Franca a 1ª Semana Ana Laura, lei municipal aprovada em abril, com o objetivo de incentivar a doação de medula óssea. Centenas de pessoas já estão se mobilizando. Mas, antes mesmo de a campanha ganhar as ruas, o Hemocentro de Franca limitou dias e horários de coleta com a justificativa de falta de capacidade e autonomia. O teto no número de cadastros de doadores estipulado pelo governo federal foi atingido.

A redução no atendimento provocou revolta. Por uma triste coincidência, enquanto os preparativos para a campanha de doação são finalizados e o Hemocentro dispensa doadores, a família de Carolina Parzewski corre contra o tempo para encontrar um doador compatível e se submeter a um transplante que poderá salvar a sua vida.

Familiares decidiram não aceitar calados a decisão restritiva do governo e vão acionar a Justiça para que todas as pessoas que quiserem se cadastrar possam ser atendidas. “Vamos ingressar com um pedido de liminar para tentar revogar a portaria, que entendemos ser inconstitucional e estar muito abaixo das necessidades. É um contrassenso ter uma campanha para incentivar doações e o governo querer limitar”, comentaram as advogadas Danúbia Couto Rosa e Gisélia Oliveira.

Idealizador da campanha de doação, o vereador Adérmis Marini se reuniu com a procuradora da República, Sabrina Menegário, ontem à tarde, e decidiu apresentar uma representação contra o governo. “Disse à procuradora que as pessoas estão mobilizadas e querem se cadastrar, mas que a portaria impede o andamento da campanha e desestimula doações. Vou entregar uma vasta documentação explicando a situação e pedindo que providências sejam tomadas. Não podemos limitar as chances de vidas serem salvas.”

Adérmis apresentará uma Moção de Protesto na sessão de hoje da Câmara na tentativa de chamar a atenção do ministro Alexandre Padilha para um assunto que, segundo ele, pode sentenciar pacientes à morte. “Não é ético e justo que ele limite a quantidade de pessoas que desejam se cadastrar voluntariamente para salvar vidas.”

O deputado federal Marco Aurélio Ubiali (PSB) informou que pedirá ao ministro que aumente o número de coletas mensais em Franca.

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