Este ditado é do tempo de nossos avós, quando a criação era bem mais rigorosa, e costumavam comparar com aquele legume, dizendo que se deixasse crescer torto, mais tarde quebrava mas não endireitava. Lembrei-me dele algumas vezes nos últimos dias, ao tomar conhecimento de situações em que jovens ou até crianças levantam o topete para seus pais, chegando a agredi-los, e estes, acomodadamente, retrucam que não dão mais conta. Por que antes não era assim? Justamente porque desde pequeninos, bastava um olhar severo do pai ou da mãe e a criança já entendia que se não obedecesse receberia um duro castigo. Os tempos mudaram. A mãe, que passava o tempo todo em casa, acompanhando o comportamento das crianças, agora sai para trabalhar, enquanto elas, geralmente ficam à vontade. A influência maior acaba sendo das companhias, e quando elas são perniciosas, o mau exemplo é logo assimilado. Os pais, mais preocupados em juntar dinheiro, quando chegam em casa, cansados, pouca conversa querem com os filhos, optando por ocupar o tempo diante da TV ou do computador. Junta-se a isso o comodismo de muitos, alegando, equivocadamente, que as leis proíbem castigar. O que é proibido é espancar, descontando na criança alguma frustração ou bebedeira trazida da rua para casa, mas não a palmada na hora certa ou o castigo de ficar sem o passeio para refletir sobre o mau comportamento. Dê amor e atenção, mas corrija. Lembre- se: quem ama educa!
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