Esta festa remonta ao ano 335, quando S. Helena, mãe de Constantino I, em peregrinação pelos lugares santos, descobriu o madeiro em que Jesus teria sido crucificado. A Santa Cruz foi então exaltada com grande júbilo diante do povo cristão. Em agradecimento a Deus, foram construídas duas basílicas, uma Gólogota e outra no lugar onde Jesus fora sepultado. S. André de Creta (séc. VIII) afirma:
Celebramos a festa da cruz; por ela as trevas são repelidas e volta à luz. Junto com o Crucificado somos levados para o alto que, abandonando a terra com o pecado, obtenhamos os céus (cf. liturgia das horas, p.1269s v. IV).
Nossa Senhora de Nazaré
Contam que a virgem de Nazaré salvou da morte iminente o fidalgo português D. Fuás Roupinho, detendo seu cavalo prestes a cair na ribanceira. Para lembrar o fato, ergueu-se ali uma ermida que deu origem ao Santuário de N.S. de Nazaré. A devoção alcançou o Pará (Brasil) com os jesuítas. Por volta de 1700, surgiu nos arredores de Belém uma capelinha, onde foi depositada a imagem de N. S. de Nazaré que Plácido José de Souza encontrara às margens do Murucutu.
Ó virgem Imaculada de Nazaré, fostes por Deus exaltada e preferida entre todas as mulheres para exercer a sublime missão de mãe do Verbo Encarnado. Adoro e louvo o altíssimo, que vos elevou essa excelsa dignidade e vos preservou da culpa original... Confiando na bondade e ternura do vosso coração imaculado e material, peço-vos a força de imitar vossa humildade e participar da vossa caridade, a fim de viver unido, pela graça, ao vosso divino filho, Jesus, assim como vivestes no reino de Nazaré. Para alcançar essa graça quero com imenso afeto e filial devoção saudar-vos como o arcanjo S. Gabriel: Ave, Maria Cheia de graça...
Os Cinco Minutos dos Santos/J. Alves
São Paulo, editora Ave-Maria.
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