Afundada em dívidas que ultrapassam R$ 12 milhões, com o risco da sede recreativa e social ir a leilão e sem prestígio junto a classe empresarial do município, o futuro da Francana é incerto. A solução pode vir do poder público municipal. Existe uma movimentação nos bastidores para encontrar uma maneira de tentar resolver os problemas da agremiação e evitar assim o fim de um clube centenário.
O auge dessa articulação aconteceu durante uma visita à sede da FPF (Federação Paulista de Futebol) na semana passada. O prefeito Alexandre Ferreira (PSDB), o assessor de imprensa Marcelo Facury e o presidente da Francana, Fahim Youssef Issa Neto, se reuniram com a cúpula do futebol paulista (presidente Marco Polo Del Nero e o vice Reinaldo Carneiro Bastos). O presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), José Maria Marin, também conversou com os francanos.
Uma reunião a portas fechadas analisou a viabilidade de uma ideia ser usada para encontrar um caminho que ocasione dias melhores ao clube. A ideia era decretar a falência da Associação Atlética Francana e criar um novo clube, sem dívidas e que pudesse firmar convênio, por exemplo, com o poder público. A consulta à cúpula do futebol paulista visava evitar a quarta e última divisão do estadual - Série B1 - após a implantação da iniciativa, algo que é previsto pela Federação. A resposta foi desencorajadora e pode ser resumida em uma palavra: Não.
Ninguém fala sobre o assunto. Em entrevista ao site da FPF, o prefeito Alexandre Ferreira argumentou que a visita serviu apenas para estreitar o relacionamento entre a entidade e o clube. Marcelo Facury disse não ter nada a falar. O presidente Fahim Youssef foi procurado ontem, mas esteve em reunião durante toda a tarde. A reportagem tentou contato à noite, mas o mesmo não foi encontrado.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.