São Paulo quer explorar mais as suas riquezas minerais. A Secretaria de Energia anunciou projeto que vai resultar numa ampla radiografia do setor mineral, especialmente no Interior e Litoral Paulista. O diagnóstico visa fundamentar a definição de políticas públicas na área, considerada estratégica para a economia, já que São Paulo é o terceiro produtor mineral do Brasil. Até o primeiro semestre de 2013, haviam sido identificadas 2.845 minas em operação em São Paulo. Cerca de 90% da extração se concentram em areia, brita, calcário e argila. O Estado de São Paulo é a maior região consumidora de bens minerais do Hemisfério Sul e o terceiro maior produtor de minérios do país. As atividades da mineração movimentam cerca de US$ 1 bilhão por ano no Estado, com destaque para o setor de habitação.
O “Mapa da Produção Mineral do Estado de São Paulo” integra o Programa Estadual de Mineração e oferecerá informações sobre unidades de preservação, logística e geologia. O secretário de Energia, José Aníbal, lembra que a mineração teve um papel decisivo para impulsionar São Paulo. “Há hoje tecnologias que permitem garantir a sustentabilidade em qualquer atividade e o setor trabalha para garantir o conforto na vida das pessoas e a realização de sonhos, como o da casa própria”, diz ele.
Investimento no Interior: Jundiaí contará a partir de outubro com a primeira unidade do grupo Dialight em operação na América do Sul. Líder global em tecnologia de iluminação LED, a multinacional britânica investirá R$ 4 milhões na instalação de nova fábrica. A unidade terá capacidade para produzir anualmente cerca de 25 mil luminárias industriais de alta-performance para os mercados de óleo e gás, químico, petroquímico, mineração, siderurgia e outras indústrias com plantas e processos. Serão fabricadas ainda luminárias LED para iluminação pública e equipamentos de controle de gestão remota.
Moto mata: O índice de mortes por acidente de moto está em alta nas Américas, de acordo com estudo da Organização Mundial da Saúde (OMS). As mortes triplicaram no continente entre 1998 e 2010. Ausência de políticas de mobilidade e aumento da quantidade de veículos por habitante estão entre as causas. No Brasil, as mortes relacionadas com a moto aumentaram 227% em 12 anos, de 3.209 em 1998 para 10.505 em 2010. Os países com as maiores taxas de mortalidade são a Colômbia — 3,6 por 100 mil; Brasil — 2,9 por 100 mil; Paraguai - 2,5 por 100 mil e Suriname — 2,2 por 100 mil. O estudo aponta como um dos problemas gerados pela expansão das motos o surgimento da figura do motoboy, autônomo que realiza serviços de entrega e trabalha sob pressão de tempo e em condições quase sempre ruins e inseguras. A pesquisa também aborda o aumento do número de mototáxis no país, atividade regulamentada há quase uma década. Segundo o IBGE, o serviço é oferecido em 90% das cidades brasileiras e em 50% das metrópoles. Como forma de retardar ou reverter a tendência, são necessárias diversas medidas, tais como o desenvolvimento e implementação de normas padrão de segurança da motocicleta, leis abrangentes sobre o uso do capacete pelos passageiros, corredores exclusivos para motocicletas, controles de limites de velocidade, da qualidade e da segurança desses veículos e políticas que estimulem o uso de transportes públicos.
Botão do Pânico: O deputado estadual Jorge Caruso (PMDB) propõe uma solução tecnológica para prevenir a violência doméstica: um Dispositivo de Segurança Preventiva, conhecido por Botão do Pânico, acionado em caso de o agressor não respeitar a distância mínima determinada pela Justiça. Nesse caso, o dispositivo dispara um alarme em uma sala de videomonitoramento e uma viatura policial seria acionada para o atendimento da vítima. O aparelhinho também seria capaz de captar a conversa em raio de até cinco metros e a gravação utilizada como prova judicial em casos de ameaças.
Wilson Marini
Jornalista - email wmarini@apj.inf.br
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