A paz é possível?


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Estamos vivendo momentos que indicam paz, como impossível. Conflitos no Oriente Médio, ameaça de invasão americana na Síria. Em muitos lugares do mundo há seres humanos vivendo situações de extrema penúria, de miséria humana e de inversão de valores. Estamos perdendo a capacidade de amar o próximo, nos tornando mais narcisistas e a nossa própria visão não dá conta de nos reconhecer. Somos estranhos a nós mesmos. Pode isso?

Refletindo sobre a minha vida, sobre os meus projetos, anseios, deparei-me com o livro A imitação de Cristo. Faz tempo que o li, mas confesso que relê-lo me trouxe a certeza de que é possível obter a paz.

Lá está: ‘Quem está em boa paz de ninguém suspeita mal, mas quem vive descontente e inquieto com diversas suspeitas se atormenta, nem vive em sossego nem deixa sossegar os outros.

Zele, pois, antes de tudo, sobre si próprio e depois poderá zelar também, com razão, pelo próximo’. Convido meu leitor a uma auto-avaliação. Pergunte-se: estou descontente e inquieto?

Atormentado com suspeitas? Não estou tendo sossego e nem permito que os outros tenham? Se as respostas são afirmativas, certamente, você está vive momento de intranquilidade, de falta de paz.

Acredito que a paz tão sonhada, cantada em canções lindas, é realidade possível. Atualmente estamos cheios de admiração ante novas descobertas e apoderamento pessoal, no entanto, esquecemos que é preciso zelar de nós para zelar do outro.

Zelar significa cuidar, respeitar, valorizar, refletir, acreditar que tudo o que fazemos tem reflexos.

Temos que nos dedicar à cultura da paz para que ela chegue até nós. Urge resgatar valores essenciais como ética, a moral, respeito, amor, educação e espiritualidade.

Estamos enfraquecidos na espiritualidade, pois o homem moderno cultua mais o corpo e a mente.

Só há paz exterior se existir a paz interior. Sem cultivo da paz interior somos incapazes de ser felizes, humanos. A paz, é, sim, possível!

Acir de Matos Gomes
Advogado, professor universitário

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