O Proerd precisa voltar


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Recentemente, a Secretaria Municipal de Educação deu ordem para a suspensão da aplicação das aulas do Proerd (Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência).

Alega-se que existem outras ações a serem implantadas, e que a grade pedagógica das escolas estaria sobrecarregada.

Pois bem. O Proerd é um trabalho educacional realizado pela Polícia Militar de forma voluntária e gratuita, e sua aplicação se baseia em aulas ministradas de forma sistemática. Ao final, a criança recebe certificado após jurar sempre ‘Dizer Não às Drogas’ e aprender uma linda canção.

O prefeito Alexandre Ferreira assinalou a ordem de sua secretária, e isso provocou profunda revolta em muitas famílias, não convencidas pelas alegações apresentadas.

Há crianças entristecidas porque não terão as aulas do Proerd. A expectativa delas não será preenchida e isso é ruim, para não dizer perigoso. Sem as aulas, vence quem trafica ou estimula o uso de drogas.

Verifico a possibilidade de ingressar com Ação Civil Pública junto à justiça. Não acho justo o que houve.

Na terça-feira, usarei a tribuna da Câmara para falar aos vereadores e questioná-los sobre o caso. Precisamos fazer com que o Proerd volte. Em oportunidade recente, a primeira dama do Estado, Lú Alckmin e a primeira dama do município, Cynthia Ferreira, declararam público apoio ao programa, mas, ainda assim, a ação foi descontinuada. Deixo claro que não represento o Proerd. Sou, simplesmente, o policial que, na época,implantou o trabalho nas escolas.

A questão é que tenho sido procurado para ouvir críticas sobre o fim do programa.

Até compreendo. As autoridades não falam. Quase nada vem sendo demonstrado por interesse ou preocupação com a questão. Enquanto isso, o uso de drogas vai se tornando mais ‘normal’ e precoce entre crianças e adolescentes. Como cidadão, tentarei fazer a minha parte para que isso se dê.

Marcelo Mambrini
2º Sargento da PMESP, cidadão

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