Araxá: a terra de Dona Beja e das águas


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Vista panorâmica do Grande Hotel, próximo à represa
Vista panorâmica do Grande Hotel, próximo à represa

Quem gosta de história, doces, queijos e artesanato e procura por uma cidade onde possa relaxar e, de quebra, ter a oportunidade de realizar tratamentos terapêuticos, não pode deixar de conhecer Araxá.

O município mineiro fica no Alto Paraíba, a 170 quilômetros de Franca, e reúne museus, parques, fontes com águas medicinais, fábricas de doces caseiros e uma completa rede hoteleira.

De Franca até Araxá, o percurso é cansativo e feito por uma estrada fechada e com muitas curvas, que requer atenção redobrada do motorista. Mas o que o visitante encontra na chegada da cidade, compensa as duas horas de viagem. Dezenas de trepadeiras coloridas compõem o paisagismo da via de acesso ao município.

Por receber muitos turistas, há placas de sinalização indicando os principais pontos turísticos. O mais famoso deles, o Complexo do Barreiro, merece quase um dia inteiro para visitação em razão de sua extensão e da enorme curiosidade que desperta. O local impressiona pela sua beleza natural e também por aquela feita pelo homem, no caso do Grande Hotel, agora administrado pela rede Tauá.

Se o tempo disponível permitir e as condições financeiras forem favoráveis, também vale a pena desfrutar de um dos banhos oferecidos nas Termas com águas sulfurosas ou radioativas, vindas das duas fontes locais, e recomendadas para a cura de diversos males.

Fora do Barreiro, Araxá é uma típica cidade mineira, com grandes casarões e povo hospitaleiro. O Centro conta com a Igreja dedicada a São Domingos, lojas comerciais e um calçadão construído recentemente, em meio a via, que reúne o Teatro Municipal e uma fonte luminosa em uma mesma obra. Pode parecer estranho, mas o teatro fica no subsolo e a fonte funciona em seu teto.

Ao lado, fica o Museu Histórico de Araxá Dona Beja que reúne objetos e conta a vida dessa mulher/personagem da cidade, tema inclusive de telenovela (leia mais ao lado). Museus não faltam no município, há uma série deles. Cada um com acervo próprio e suas peculiaridades. O de arte sacra fica na Igreja de São Sebastião, que é tombada pelo patrimônio desde 1996 e possui imagens de santos em tamanho real. O templo aliás foi construído em 1804 e é o mais antigo da cidade.

Elencando pela Prefeitura como ponto turístico, o Parque do Cristo no alto da cidade e na mesma linha da Igreja Matriz de São Domingos vale pela visão geral da cidade. Porém é bom saber que o local está abandonado - a Prefeitura diz que será reformado - e fica localizado em um bairro periférico, onde também se pode conhecer a Árvore dos Enforcados. Conta a lenda que quando da criação da Vila de São Domingos de Araxá nas noites de ventania ouviam-se gemidos de escravos que foram enforcados na árvore de Pau de Óleo.

Depois do passeio pela cidade, de volta para Franca, vale a visita ao Horizonte Perdido. O local possui uma rampa de voo livre, considerada uma das melhores do País, e fica no alto da Serra da Bocaina onde dois restaurantes panorâmicos servem o melhor da comida mineira. O Horizonte Perdido fica na estrada de Araxá para Tapira e deve ser visitado ainda com a luz do dia.

Veja as imagens:

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