Casa é invadida por ladrões e família critica a polícia por demora


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A coladeira Bruna Martins, 24, inconformada em sua casa após ela ser ‘visitada’ por ladrões
A coladeira Bruna Martins, 24, inconformada em sua casa após ela ser ‘visitada’ por ladrões

Um casal de moradores do Jardim Dermínio passou por um verdadeiro teste de paciência, ontem, após ter casa e carro furtados. Segundo as vítimas, uma viatura só apareceu na rua para verificar o crime depois de pouco mais de duas horas e meia de espera e os policiais sequer registraram a ocorrência. Os moradores contaram que seguiram por meios próprios até a 5º Companhia para fazer o registro da ocorrência.

Há suspeitas de que o Copom (Comando de Operações da Polícia Militar) - local onde são atendidas as ligações feitas pelo telefone 190 e que migrou recentemente de Franca para Ribeirão Preto - não tenha repassado as informações para os policiais locais. Em oportunidades anteriores o sistema foi criticado pelos francanos sob a alegação de terem feito chamados que não teriam sido atendidos.

O setor de assuntos civis do 15º Batalhão da Polícia Militar do Interior, sediado em Franca e responsável pela região, foi comunicado sobre o problema e prometeu que irá investigar.

O furto
Segundo a coladeira Bruna de Carvalho Martins, 24, às 13h15 ela pegou seu telefone e pediu socorro à PM. A mulher acabara de ver seu portão de entrada aberto e notado a falta de 2 televisores, 1 aparelho home theater e 1 DVD levados por bandidos não identificados, que provavelmente usaram seu carro, uma Parati cinza, na fuga do local do crime. Segundo a coladeira, após informar seu endereço (cruzamento entre a rua Major Moura Mattos e Avenida Ministro Rui Barbosa) e passar os dados ao atendente, foi prometido que em pouco tempo uma viatura seria deslocada para sua casa para o registro da ocorrência. Cansado de esperar e usando sua motocicleta, o mecânico de manutenção Mateus Rodrigues de Freitas, 27, decidiu ir até a 5º Cia da PM comunicar o furto qualificado. Segundo um oficial do regimento, foi dada toda a atenção ao caso, irradiando alerta da placa do carro furtado para todas as viaturas em patrulhamento pela cidade juntamente com a elaboração do boletim de ocorrência.

Duas horas depois e após outras duas tentativas frustradas, ninguém apareceu. “É um descaso com o cidadão que paga seus impostos. Só queria que a PM viesse aqui para dar um jeito, principalmente achar o carro que sumiu”, disse a vítima.

O Comércio foi à residência da família onde se aguardava uma viatura. Foi feito novo contato com o Copom informando o furto. O atendente disse que além de não haver solicitação anterior, também não constava uma rua de nome Major Moura Mattos. Foi informado então o nome da avenida e o número da casa. Pouco depois, segundo as vítimas, uma viatura chegou, mas logo foi embora, pois como o mecânico havia feito a queixa na Compania não seria possível registrá-la novamente.

O OUTRO LADO

Corporação vai apurar
O setor de assuntos civis do 15º Batalhão de Polícia Militar do Interior, com sede em Franca, informou ontem que irá contatar o casal envolvido e, posteriormente, o Copom de Ribeirão Preto para obter maiores informações e apurar o ocorrido.

Informalmente, um oficial da 5ª Companhia da PM, responsável pelo patrulhamento da área do Jardim Dermínio, esclareceu ontem à noite que assim que o mecânico Mateus de Freitas comunicou pessoalmente o furto em sua casa, cerca de 40 minutos depois do fato, todo procedimento padrão para este tipo de crime foi adotado. Ele lembrou que o casal havia sido alvo de uma tentativa de furto dois dias antes (terça-feira) e disse que também na ocasião todo apoio possível foi dado.

Sobre ontem, o oficial ofereceu uma explicação. Ele sustenta que ao ser elaborado o boletim na 5ª Companhia, as solicitações anteriores feitas, via 190, tenham sido “canceladas” do sistema.

“É muito comum eles (Copom) receberem várias solicitações para um mesmo crime, então é dado baixa nas demais para evitar duplicidade”, contou o policial.

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