Todos os anos, desde 2008, os 6.800 moradores de Cristais Paulista (17 km de Franca) sofrem com um racionamento de água que restringe o abastecimento às residências durante cerca de quatro meses, até que o período de seca termine. “Existe racionamento sim, mas isso é normal nessa época do ano, né?”, comentou a balconista Rafaela Lourenço, 36, conformada com a situação. Esse ano, o racionamento começou há cerca de um mês.
De acordo com Jorge Berteli, diretor do Sistema de Água e Esgoto de Cristais Paulista, o problema é fruto da “falta de investimento no passado”, pois existe apenas uma adutora no município responsável por levar água do manancial Ribeirão dos Cristais até a cidade. Com a falta de chuva, o sistema não é capaz de entregar o volume de água utilizado pela população.
“A cidade foi aumentando, mas ninguém se lembrou disso”, afirmou o diretor, ressaltando que a questão não é a falta do líquido, mas sim o pouco aporte técnico para levá-lo à cidade.
A adoção do racionamento foi a medida encontrada pelos responsáveis para dar tempo à adutora reabastecer o reservatório do município.
“Nossos picos de consumo são registrados aos fins de semana, quando o pessoal passa mais tempo em casa”, disse Berteli. “Existem momentos que o consumo chega a 75 m³/h. Nossa bomba tem capacidade máxima de 60 m³/h.”
O racionamento acontece, normalmente, às sextas-feiras e sábados, das 14h30 até as 17 horas. O abastecimento também é interrompido das 22 horas às 5 horas do sábado. “Esse é o tempo necessário para que nossos dois reservatórios, que juntos possuem 750 m³, possam ser reabastecido”, disse o diretor.
Solução
Para solucionar o problema, Berteli afirmou que a cidade já está com uma nova adutora, que aumentará a capacidade de abastecimento de Cristais Paulista. “Além da bomba, outro reservatório com capacidade de armazenamento de 1 milhão de litros será construído, com previsão de entrega para 2014.”
O responsável acredita que, quando essa obra orçada em R$ 400 mil estiver funcionando, Cristais Paulista não precisará mais de racionamento. “A nova adutora deve funcionar muito em breve e amenizará o problema. Mas a solução a longo prazo é o reservatório”, finalizou Berteli.
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