PT se movimenta contra aumento de 22% a assessores parlamentares


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Marcial Inácio da Silva, presidente do PT de Franca, diz que aumento contraria interesse público
Marcial Inácio da Silva, presidente do PT de Franca, diz que aumento contraria interesse público

O diretório municipal do PT decidiu por unanimidade se posicionar contra o projeto aprovado em regime de urgência pela Câmara e que aumentou em 22% os salários dos assessores parlamentares. O partido classificou de “absurda” a decisão tomada pelos vereadores há uma semana e anunciou que convocará sua militância para pressionar pela rejeição da proposta no segundo turno da votação.

Matéria publicada na edição de domingo do Comércio da Franca revelou que o percentual de aumento concedido pelos vereadores é o maior obtido entre 328 categorias de todo o Estado, segundo estudo feito pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). No começo do ano, os assessores já haviam sido contemplados com um reajuste de 5,9% repassado a todos os servidores públicos do município e com um vale-alimentação de R$ 440. “Orientamos o vereador Márcio do Flórida a continuar votando contra e a conclamar os pares a também rejeitar o projeto, considerando absurda a urgência sem qualquer transparência com a coisa pública”, disse Marcial Inácio da Silva, presidente do diretório municipal do PT em Franca.

A direção do partido vai convocar a militância petista, os sindicatos, membros do movimento Vem Pra Rua Franca e a sociedade em geral para protestar no plenário da Câmara. “Muitos vereadores só funcionam na base da pressão”, afirmou Silva.

Na opinião do presidente do PT, o aumento aprovado pela Câmara contraria o interesse e o desejo da sociedade. “Não é possível ignorar o interesse público neste momento. Nossa decisão é em sintonia com a sociedade. Acredito que a maioria da população é contra este projeto. O plano de carreira para os servidores públicos municipais não consegue caminhar. Como o vereador dá um aumento para apenas 15 assessores?”, questionou.

Para entrar em vigor, o aumento precisa ser aprovado em segundo turno por pelo menos oito vereadores. A votação só deve ocorrer na próxima semana, pois a sessão de hoje será reservada exclusivamente para debater as propostas a serem inseridas na Lei de Diretrizes Orçamentárias. 

Os vereadores apresentaram mais de 400 emendas sugerindo como devem ser aplicados os recursos públicos pela administração. Cabe ao prefeito acatar as ideias ou não.

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