Cortes na Área Azul causam revolta em comerciantes da região central


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Veículos transitam por trecho da rua Saldanha Marinho, onde vagas de estacionamento foram cortadas recentemente. Moradores e comerciantes protestam
Veículos transitam por trecho da rua Saldanha Marinho, onde vagas de estacionamento foram cortadas recentemente. Moradores e comerciantes protestam

As mudanças realizadas pela Prefeitura no trânsito do Centro causaram críticas dos moradores e comerciantes da região. Em menos de um mês, três ruas perderam vagas de estacionamento. Os lojistas reclamam que os consumidores que paravam os carros nas vias sumiram.

Com um escritório na Saldanha Marinho, a advogada Sanaa Chaoud organizou um abaixo-assinado contra os cortes na Área Azul e conseguiu 35 adesões. Ela pretendia entregar o documento a um vereador na noite de ontem. “Fiz um investimento alto para mudar para cá e meus filhos estudam em uma escola no quarteirão de cima. O pessoal da Prefeitura tirou a placa de embarque e desembarque que tinha na porta da escola e ficou muito perigoso.”

A solução encontrada por lojistas da General Carneiro foi fazer um convênio com um estacionamento particular da rua. “Nas duas primeiras semanas [dos cortes], parou totalmente o movimento da loja. Agora melhorou um pouco, porque fizemos convênio com o estacionamento aqui em frente”, disse a gerente de uma loja de roupas, Érica dos Reis Silva.

As reclamações dos comerciantes da rua Doutor Júlio Cardoso vão além de questões comerciais. “É um absurdo a velocidade com que os carros estão passando por aqui. Ficou bem mais perigoso”, disse a proprietária de uma copiadora, Elizabete Messias.

O secretário municipal de Segurança e Cidadania, Sérgio Buranelli, disse que tentou ouvir a opinião dos comerciantes. “Fizemos uma audiência pública, esperamos os comerciantes, mas, infelizmente, não sei por que motivo eles não compareceram. Na área central, não tem muito o quê fazer a não ser impedir estacionar, já que as ruas são estreitas.”

Segundo a assessoria de imprensa da Acif (Associação do Comércio e Indústria de Franca), na semana passada, a entidade fez nova pesquisa com os comerciantes das ruas que sofreram alterações e também com consumidores que utilizam os serviços e o comércio do Centro de Franca. O resultado deve ser apresentado hoje, em uma reunião com a Secretaria de Segurança e Cidadania.

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