Uma reportagem exibida pelo Fantástico, neste domingo, mostrou documentos vazados pelo ex-agente da CIA, Edward Snowden, que mostram uma suposta ação da Agência de Segurança Nacional (NSA, na sigla em inglês) para interceptar ligações, e-mails e até SMS da presidente Dilma Rousseff e de seus principais assessores.
Além de Dilma, também foram espionados pelos americanos nos últimos meses o presidente do México, Enrique Peña Nieto, quando ele ainda era apenas um dos candidatos ao cargo, e nove membros de sua equipe.
O documento não continha muitas informações específicas e, pela maneira que foi redigido, parecia mais se tratar um relatório de um teste do que um manuscrito de informações confidenciais. Mesmo assim, o ministro da Justiça, Eduardo Cardozo, classificou o ato como um fato “gravíssimo” e afirmou que, se confirmado o monitoramento das comunicações da presidente Dilma e de seus assessores, o episódio terá sido uma “clara violação à soberania” brasileira. Cardozo antecipou ainda que fará um pedido formal de explicações aos Estados Unidos e que o tema será levado à Organização das Nações Unidas (ONU).
Além disso, o embaixador americano no Brasil, Thomas Shannon, será convocado para prestar esclarecimentos.
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