É verdade que alguns pontos do ‘Mais Médicos’ deveriam ser revistos, mas não me coloco contra o programa. Afinal, são poucos os médicos brasileiros que têm interesse em atuar no serviço público. As entidades de médicos nunca se preocuparam com a saúde dos pobres. Suas recentes manifestações estão mais focadas em manter mercado pouco competitivo, cooperativista e com valores aviltantes, se comparados com a realidade social do País. Sou favorável a que universidades públicas cobrem mensalidades de estudantes oriundos de classes socialmente mais elevadas. Afinal, a Medicina da Unesp consome porcentagem significativa de todos os recursos financeiros da instituição, pagos pelo contribuinte!
Dársio Batista
Franca - SP
*****
O fato é que a medicina é profissão ainda elitizada no Brasil. Só pessoas de classe social alta têm acesso, salvo algumas exceções. O problema é muito mais complexo. Enquanto a classe médica se mostra hostil ao programa ‘Mais Médicos’, do governo federal, sob alegação de falta de estrutura, salários baixos etc., milhares de pessoas ficam sem atendimento. A medida do governo é paliativa, mas é necessária. Que venham os estrangeiros! Porém, um país que não investe pesado em educação nunca será capaz de formar seus próprios profissionais. E, esses mauricinhos e patricinhas de jaleco branco (sic) deveriam se lembrar do juramento de Hipócrates que fizeram. Ou seria juramento de hipócritas?
Ana
Franca - SP
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.