Onze cidades da região de Franca, incluindo duas de Minas Gerais, querem melhorar o atendimento na área da saúde básica com a ajuda do Governo Federal. Elas aderiram ao Programa Mais Médicos, lançado pela presidenta Dilma Rousseff (PT), e solicitaram 39 médicos para reduzir a carência desses profissionais em Unidades Básicas de Saúde e nos PSFs (Programa Saúde da Família).
A cidade de São Joaquim da Barra foi a que fez o maior pedido. A Prefeitura se inscreveu para receber dez médicos no intuito de sanar a lacuna existente nas unidades de saúde do município, já que não consegue preencher as vagas nem mesmo com a realização de concursos públicos. Segundo a assessora de Saúde, Milene Ricoboni, o último realizado na administração passada, não despertou interesse e por isso ainda faltam na rede ginecologista, cardiologista, ortopedista, psiquiatra, entre outros.
Franca é a segunda cidade da região que mais solicitou médicos. A cidade espera ser contemplada com oito profissionais e, caso seja atendida, os médicos irão trabalhar nas três novas unidades a serem inauguradas, uma delas prevista ainda para esse ano no Complexo Aeroporto. “O número de médicos solicitados deve atender um cálculo que leva em consideração a quantidade de unidades e a população local. Se conseguirmos, já será uma ajuda para diminuir a carência que temos”, disse a secretária de Saúde do município, Rosane Moscardini. A cidade possui 282 médicos na rede, convocou outros 20 aprovados em concurso, mas ainda conta um déficit de 50 profissionais.
De acordo com os requisitos do Ministério da Saúde, só unidades básicas podem ser cadastradas para receber os profissionais, porém elas devem estar localizadas em áreas de grande vulnerabilidade social da cidade.
Para o secretário de Saúde de São José da Bela Vista, Luís Henrique Silva, a vinda de médicos custeados pelo Governo Federal, além de auxiliar no atendimento ao munícipe, também colaborará com o orçamento municipal. “Hoje temos um gasto de R$ 100 mil com a folha de pagamento dos médicos. É um custo alto para uma cidade que tem uma arrecadação de R$ 1,4 milhão”, disse ele.
Responsável pela Secretaria de Saúde de Buritizal, Marisa Siod Oliveira quer com os dois médicos solicitados agilizar os atendimentos realizados no Centro de Saúde da cidade, onde cerca de cem pessoas passam diariamente. Mesmo não sendo município prioritário para o recebimento dos profissionais, Marisa ressaltou que deseja ter a oportunidade de ser beneficiada por se tratar de uma cidade pequena com poucos recursos. Buritizal tem 4 mil habitantes.
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