Encontrar bons profissionais no ramo da panificação, como padeiros, confeiteiros, salgadeiros e até balconistas, é um problema para o qual os donos de panificadoras de Franca ainda não encontraram solução. Os empresários afirmam que a rotina puxada afasta candidatos.
O presidente do Sindicato da Indústria de Panificação e Confeitaria de Franca e Região, Augustinho Juliati, disse que as funções mais difíceis de serem preenchidas são as de padeiro e confeiteiro. “A mão de obra está escassa. Nas padarias e confeitarias, a pessoa precisa ter habilidade, trabalhar aos fins de semana. O jovem acaba não se interessando pela profissão e, por isso, há mais dificuldades para contratar.” Ele acredita que o salário de padeiro, em torno de R$ 1,5 mil, é “razoável”.
A gestora de Recursos Humanos da loja de conveniência do City Posto, Carolina Oliveira, confirma a dificuldade para encontrar profissionais. “Não há muitas padarias em Franca que formam padeiros”, afirmou. A solução encontrada foi contratar auxiliares e treiná-los.
Formação
Com o intuito de formar mão de obra para as padarias, a Prefeitura, em parceria com o Sindicato, está montando uma escola profissionalizante na Cozinha de Referência. Segundo Juliati, as inscrições serão realizadas no site da Prefeitura (www.franca.sp.gov.br). Serão cerca de 15 vagas por turma no o curso que englobará padaria e confeitaria e durará seis meses. A previsão é que a primeira turma comece a estudar em novembro.
Na prática
O confeiteiro da padaria do City Posto, Edson Murigi, 35, trabalha no estabelecimento há oito anos. Ele começou como padeiro e mudou de função há dois anos. “Não fiz nenhum curso de formação, o que sei aprendi aqui mesmo. E foi rápido: no prazo de 15 dias, já estava produzindo. Mas é preciso ter interesse e força de vontade.”
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