Centrais sindicais de todo o Brasil convocaram uma mobilização nacional para hoje. O objetivo do Dia Nacional de Luta é sinalizar o descontentamento dos trabalhadores com a política econômica do governo e com os “poucos avanços” na pauta geral do movimento. Sindicatos e instituições de classe de Franca aderiram ao movimento e programaram manifestações para as 17 horas, com concentração no Terminal “Ayrton Senna”. O Sindicato dos Bancários de Franca deve realizar protestos à parte ou até mesmo paralisar as atividades por 24 horas.
Cerca de dez sindicatos francanos ligados à Força Sindical distribuíram cerca de 50 mil boletins, convidando os trabalhadores para a manifestação. Ontem representantes dos sindicados panfletaram no Centro e nos dois distritos industriais.
Segundo o presidente do Sindicato dos Hoteleiros de Franca, Francisco Carlos Faria, é esperado um “bom número” de manifestantes. “De repente o pessoal adere e entusiasma com o ato. O movimento sindical precisa acordar e os trabalhadores devem lutar por questões nacionais.”
Após a concentração no terminal, está programada passeata até a Praça do Itaú e retorno ao calçadão com faixas, panfletagem, carro de som e discursos.
Reivindicações
“Essa mobilização nacional reivindica uma pauta trabalhista que está há muito tempo no Congresso e não é votada nem discutida pelos parlamentares”, disse o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Helder de Souza Gomes.
Entre os pedidos listados estão a redução da jornada de trabalho sem prejuízo aos salários; o repasse de 10% do PIB (Produto Interno Bruto) para a educação e outros 10% do orçamento da União para a saúde; a reforma agrária; fim do Projeto de Lei 4.330 que amplia a terceirização; igualdade de oportunidades entre homens e mulheres; fim do fator previdenciário; transporte público de qualidade; valorização das aposentadorias.
Participantes
Participam do movimento em Franca os sindicatos de Trabalhadores Metalúrgicos, Sapateiros, Hoteleiros, Comerciários, Asseio e Conservação, Servidores Públicos, o Movimento Sem Terra (MST) e o Núcleo Agrário Terra e Raiz (Natra) da Unesp de Franca.
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