Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém
Invocando a Santíssima Trindade, a quem adoro, louvo e amo, coloco-me nas mãos de Deus, meu Bom Pai, o que já fiz antes, em toda a minha vida e o renovo agora para fazer sempre a sua Santíssima Vontade. Não sei o dia em que o Senhor me chamará para a eternidade, já que o Bom Deus tem sido generoso para comigo, dando-me muitos anos de vida. Quero, no entanto, prostrado diante de sua divina e eterna presença, renovar o meu ato de entrega total nas suas mãos. Agradeço o dom da fé, o dom do santo batismo, que me inseriu na sua Igreja. E reafirmo minha adesão à Sé de Pedro, ao Santo Padre o Papa, num abraço fraterno, reconheço o legítimo Sucessor de Pedro. Agradeço o dom do Sacerdócio, graça da infinita misericórdia de Deus. Procurei, com sua ajuda contínua, ser fiel ao meu Sacerdócio, que o Bom Deus quis ampliar, elevando-me ao Episcopado. Nestes 50 anos de sacerdócio, sendo 35 anos de Episcopado, com a Graça de Deus, a proteção maternal de Nossa Senhora e a ajuda constante de São José, procurei viver o meu lema sacerdotal – “SACERDOTE PARA SEMPRE” o meu lema episcopal – “IN OMNIBUS CHRISTUS” Col 3, 11 – para o bem da minha alma e o bem espiritual de todos quantos o bom Deus colocou no meu caminho.
Agradeço, no coração de Deus, a família em que nasci, meus queridos pai e mãe, irmãos e irmãs, bem como todos os seus descendentes, que sempre me cobriram de afeto, amor e carinho, e para os quais deixo esta recomendação: coloquem Deus em suas vidas e nunca se afastem de suas leis. Volto o meu pensamento aos tempos de Seminário Menor e Maior, agradecendo a bondade e o exemplo dos bispos que me acolheram e de cujas mãos recebi o Dom do Sacerdócio, bem como os Sacerdotes que, com seu exemplo fiel, impulsionaram-me a seguir avante.
Nesta caminhada de 50 anos de Sacerdócio, tendo procurado seguir as palavras de Jesus Cristo: - “Seja o teu Sim, Sim; o teu Não, Não” (Mt 5,37), certamente não agradei a todos com os quais convivi e que receberam a doação do meu pastoreio. Se a alguém ofendi, peço perdão. Todos podem acreditar: “Só quis que Jesus Cristo fosse tudo em todos.” Ajoelho-me, novamente, aos pés da Trindade Santíssima e renovo minha Profissão de Fé, feita no Batismo, nos sacramentos da Crisma, da Ordem e no correr de toda a minha existência, adorando ao Deus Uno e Trino, Santíssima Trindade, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém!
Maringá, 07 de dezembro de 1991.
Arcebispo D. Jaime Luiz Coelho
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