Durante à noite, 5 são detidos em ritual de candomblé no cemitério


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Imagem de arquivo mostra túmulo do Santo Agostinho após ter as placas levadas por ladrões
Imagem de arquivo mostra túmulo do Santo Agostinho após ter as placas levadas por ladrões

O último censo realizado pelo IBGE revelou que as muitas instituições religiosas menores cresceram ou surgiram em Franca entre 2000 e 2010. Um exemplo é o candomblé, que saltou de 51 para 184 praticantes em dez anos. Na segunda-feira, cinco supostos seguidores da religião foram flagrados no interior do Cemitério Municipal Santo Agostinho. O grupo alegou que estava ali para um ritual da religião. A polícia investiga se os detidos não estariam envolvidos com furtos de placas de bronze dos túmulos do local.

Na ocasião, guardas civis municipais patrulhavam o interior do cemitério quando se depararam com um grupo. Quatro homens, todos moradores da Vila Santa Luzia, e uma mulher, residente na Vila Nossa Senhora de Fátima, foram detidos para averiguações. “A partir de várias denúncias de furtos e danos no Santo Agostinho, aumentamos a vigilância, que resultou na detenção destas pessoas”, disse Luís Fernando Fernandes, inspetor da Guarda Civil Municipal de Franca.

A detenção ocorreu pouco depois das 21 horas. Os portões de acesso ao local estavam fechados. Os invasores entraram após escalarem o muro da rua Clarecinda Gomes Souza.

Indagados sobre o que estavam fazendo no cemitério naquele horário, o grupo alegou que se preparava para um ritual de candomblé. “Nenhum portava qualquer objeto que levasse a crer que de fato iriam pratica a religião. Mesmo que eles portassem, é proibido, sob qualquer pretexto, entrar no cemitério após seu fechamento”, lembrou o inspetor.

Os detidos foram conduzidos ao Plantão Policial, onde o caso foi registrado como averiguação. Ontem, o boletim de ocorrência foi encaminhado ao 3º Distrito Policial. O Setor de Investigação do DP deve intimar os cinco detidos para saber averiguar se teriam ou não envolvimento com os furtos no cemitério.

Sem comentários
Centros de candomblés consultados pela reportagem em Franca e São Paulo afirmaram que é possível que haja casa que trabalhe com este tipo de energia (em cemitérios). Os praticantes declararam que isso depende do pai ou da mãe de santo. As pessoas ouvidas, no entanto, evitaram comentário específicos sobre o caso envolvendo o grupo detido em Franca.


ENTENDA O CASO

Rondas mais frequentes

A Guarda Civil Municipal realiza rondas noturnas no entorno do Cemitério Santo Agostinho. Elas foram intensificadas após o furto de 30 placas de bronze ocorrido na madrugada do último dia 31 de julho.

O crime foi descoberto após um dos funcionários notar que o túmulo da família do vereador Marco Garcia (PPS) estava sem identificação.

A polícia descobriu que para arrancar os objetos de bronze das lápides, os bandidos usaram marretas e talhadeiras. Os alvos foram túmulos novos e os jazigos destinados ao armazenamento de ossadas.

Na época, Adilce Ferreira da Silva, administradora do local, reconheceu que a segurança era frágil, porque das 18 às 6 horas não havia vigia. A ronda amenizou o problema e nenhum novo caso foi registrado.

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