Emprego (quase) garantido


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Pesquisa do IPea aponta que os profissionais da área de Tecnologia                       da Informação (TI) têm chances maiores de entrar no mercado de trabalho
Pesquisa do IPea aponta que os profissionais da área de Tecnologia da Informação (TI) têm chances maiores de entrar no mercado de trabalho

Não adianta sofrer nem chorar. Um dia, todo mundo terá que enfrentar o árduo processo de encontrar um emprego. Para aqueles que conhecem, já sabem como funciona. Para os afortunados que ainda não precisaram passar por isso, preparem-se, pois a maratona é difícil e muitas vezes também é extremamente frustrante e longa. Alguns passam por ela uma vez, outros vivem em busca de trabalho e muitos poucos nascem tendo como destino o chamado negócio da família.

Claro que a procura por emprego varia de profissão para profissão e todo esse universo depende de como está o cenário econômico global. São variantes que influem diretamente na sua vida. E, uma análise de tudo isso feita pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), revelou que a maior quantidade de postos de trabalho que demandam diploma de ensino superior abertos entre 2009 e 2012 foi para as atividades relacionadas à tecnologia da informação, ou simplesmente TI. Dos mais de 300 mil postos abertos no período, 49,5 mil estão nessa área, o que corresponde a 16% do total.

Necessidade
É fácil entender a razão de tantas vagas no mercado para esse nicho. Independentemente da área, todas as empresas, quando passam a adquirir um certo tamanho, precisam de alguém que faça e garanta que a rede de computadores não pare de funcionar. Grosso modo, a TI pode ser definida como o conjunto de todas as atividades e soluções providas por recursos computacionais. Quanto maior for a empresa, mais profissionais são necessários para conseguir criar toda uma rede de informação digital capaz de atender exatamente sua demanda.

Para se dar bem nesse mundo, a curiosidade é mais do que essencial. “Em primeiro lugar, tem que ser uma pessoa pró-ativa, de perfil investigativo, para estar à frente e buscar conhecimento a respeito das novas tecnologias que surgem no mercado”, disse o coordenador do curso de ciências da computação, Cacildo Devós. “Isso exige, também, facilidade de adaptação às mudanças constantes na área da tecnologia. Além disso, é necessário manter-se informado sobre as atividades desenvolvidas nas empresas nas quais gostaria de trabalhar.”

NA FACULDADE

Múltiplas opções

Primeiramente, TI é uma área que abrange outros cursos, assim como comunicação social envolve os cursos de jornalismo, design e publicidade e propaganda. Na TI, esses cursos são: ciência da computação, engenharia da computação e sistemas de informação, mas há outros, inclusive com foco mais técnico, como tecnologia em redes de computadores e tecnologia em banco de dados, além de cerificações e cursos de pós-graduação para profissionais já formados.

Na Capital do Calçado, apenas a Unifran (Universidade de Franca) oferece opções de cursos superiores para a área através da formação em ciência da computação e sistemas de informação. Atualmente, 142 alunos estão no primeiro ano de ambos os cursos e, muito provavelmente, arrumarão emprego sem suar muito depois que estiverem formados.

Segundo Cacildo, o salário de um estagiário nessa área gira entre R$ 800 e R$ 1.100. Com o diploma em mãos, o salário inicial desse tipo de profissional varia entre R$ 1.500 e R$ 2.000. “Um profissional com boa formação estará mais bem preparado para ingressar no mercado de trabalho. Seja qual for o segmento, o importante é sempre manter-se atualizado”, disse o coordenador.

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