Boas condições climáticas e melhorias técnicas na captação de água para o município fazem com que as possibilidades de racionamento de água em Franca sejam pequenas neste ano. Mas elas ainda existem. A informação é do gerente da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) na cidade, Rui Engrácia Caluz.
O maior indicativo de que a situação está controlada é a situação do córrego Pouso Alegre, responsável por 20% do abastecimento de água da cidade e o que mais sofre com os efeitos da estiagem. A quantidade atual de água bombeada para Franca é de 211 litros por segundo, com uma quantidade excedente de 152 litros, ou seja, não consumidos pela população da cidade. Em agosto de 2012, a situação era bem diferente: não havia sobras e a Sabesp foi forçada a adotar o racionamento.
Segundo o gerente, o baixo consumo está intimamente ligado ao clima. “As chuvas, neste ano, foram bem distribuídas. Tivemos chuvas no mês de maio [63,4 mm, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia - Inmet] e junho [46,8 mm]. E nós ainda estamos com temperaturas amenas. Não há aquele exagero de consumo que notamos no ano passado, que foi devido ao calor. Quando você tem muito calor, é duro segurar o consumo”, explicou Engrácia.
Outro aliado é o sistema de boosters, que foi instalado em setembro do ano passado na principal fonte de captação de água de Franca, o rio Canoas, que fornece os 80% restantes do que é consumido na cidade. As duas estações de bombeamento que fazem parte do sistema (localizadas no Parque Dom Pedro I e próxima ao sítio Sete Voltas, entre Franca e Claraval) permitem a liberação de mais 160 litros por segundo, o que representa um acréscimo de 20% na produção de água. Os equipamentos, no entanto, só são ligados em situações de emergência, como uma alta no consumo.
Alerta
Apesar do cenário favorável, Engrácia não descarta um racionamento neste ano. “Isso não quer dizer que o pessoal não tenha que se conscientizar. Essa época de estiagem sempre é a mais crítica. O córrego Pouso Alegre pode, de repente, baixar a vazão. Mas o pior de tudo que pode acontecer é o consumo se elevar demais. A água deve ser consumida de maneira bem racional, para que não falte nunca”, disse o gerente da Sabesp.
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