Procuradas pelo Comércio, autoridades ou afirmaram desconhecer que o “pancadão” continua sendo realizado no Distrito Industrial ou apresentaram medidas pouco efetivas para que o baile funk seja “vetado”.
A Polícia Militar, em nota, disse que “nunca” deixou de realizar ações e operações na Vicente Richinho e imediações e que, na época da primeira denúncia, foi realizada operação da PM com outros órgãos. “Após as ações, a PM continuou a empenhar esforços para manter policiamento no local, entretanto, muitas vezes, em função da demanda de ocorrências, há a necessidade de deslocar as viaturas para atendimentos de outras de maior gravidade. Assim, por vezes, o problema pode voltar a ocorrer, pois os jovens são atraídos a se reunirem no mesmo local”, afirmou o tenente-coronel Paulo Juliani.
O tenente disse ainda que em todos os finais de semana são feitos o monitoramento e a fiscalização com o uso de aparelhos que medem o nível de pressão sonora emitida dos veículos (decibelímetros). “A atuação do policial militar neste caso, entretanto, é dificultada em função da necessidade de aproximação da viatura, que é detectada ao longe. Mesmo assim, desde o início das operações, foram lavradas 70 autuações por som alto e 7 condutores detidos pelo crime de poluição sonora (na rua Vicente Richinho)”, disse.
Na sexta-feira, o presidente do Conselho Tutelar, André Luís de Souza, disse que o órgão tem conhecimento de que “esporadicamente” jovens se reúnem na Vicente Richinho e que, por conta disso, está tentando se reunir com os responsáveis pela segurança na cidade para definir uma ação conjunta. Ele deve ainda usar o material publicado pelo Comércio para mobilizar também o Poder Judiciário.
Já o promotor da Infância e da Juventude de Franca, Augusto Arruda Neto, disse que, se realmente houver denúncia do Conselho, pode atuar no caso. “Se houver menores fazendo uso de drogas e ato infracional o Ministério Público pode e vai aplicar medida socioeducativa”, afirmou. Em fevereiro, o Comércio enviou cópias da reportagem sobre o “pancadão” ao Ministério Público de Franca.
O delegado titular da Dise (Delegacia de Investigação Sobre Entorpecentes), Djalma Batista, disse que quando a primeira matéria foi feita, no início do ano, a Polícia Civil trabalhou no sentido de identificar quem eram as pessoas envolvidas com drogas nas imagens. Agora acredita - e promete - que um trabalho de incursão ao local dos fatos em conjunto com a Polícia Militar pode render resultados.
O secretário de Segurança e Cidadania, Sérgio Buranelli, afirmou que desconhecia a volta do “pancadão”, mas promete contatar a PM, Guarda Civil e Conselho Tutelar para operação conjunta.
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