A força do jornal local


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De Gutenberg no século 15 à internet dos anos 1990, muita coisa mudou na tecnologia de comunicação. Mas os grandes veículos, rotulados de ‘grande imprensa’, continuam ignorando o que se passa no Interior do país. Não dão conta nem da cobertura das metrópoles onde se localizam. A imprensa sempre foi, continua sendo e sempre será regional. É ilusão imaginar que a imprensa possa ter cobertura nacional ou global. Já é possível fazer compras, cirurgias e conferências sem barreiras geográficas, mas não se inventou ainda o jornalismo à distância, produzido como se notícias fossem commodities. O conceito de grandes mercados padronizados pode funcionar com grãos de soja ou açúcar, não com jornais. É preciso sentir as ruas, estar próximo às pessoas. Bom para a imprensa das cidades, que se fortalece e amplia os vínculos locais. Bom para as comunidades, que sabem onde procurar para defender suas ideias. A imprensa, definitivamente, não pode ser produzida como se fabrica um lanche Big Mac. Há que existir o sabor local, temperado com a tradição, a realidade e a atuação dos jornalistas de cada cidade.

A globalização provocou a ingênua sensação de que a imprensa poderia ser pasteurizada à semelhança do McMundo, graças à tendência de padrões culturais uniformes e sem limites físicos. Engano. A informação é local, regional. Os valores locais se tornam mais importantes para o indivíduo se situar na nova realidade oferecida pela internet. A visão é global e a ação é local.

Numa cidade, só o jornal tem a independência, a força e a capacidade de juntar as peças do quebra-cabeças informativo. As pessoas que geram notícias da comunidade são parte de um todo e a interrelação é feita quase sempre com conflitos de interesses. Claro que o jornal também é parte, mas há uma diferença: é vocação do jornalismo a mediação do debate.

Sertanejo: Termina neste domingo, 25, a Festa do Peão de Barretos, considerada a maior do gênero na América Latina e que reúne grandes nomes entre os competidores brasileiros e estrangeiros de provas cronometradas e de montarias. Todo ano, a festa recebe durante 11 dias cerca de 1,5 milhão de pessoas, que lotam o estádio de Rodeios, projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer.

ICMS: Empresas paulistas têm até o dia 31 deste mês para aderir ao Programa Especial de Parcelamento do ICMS, para liquidação de débitos com redução de multas e juros decorrentes de fatos geradores ocorridos até 31 de julho de 2012. O programa está valendo desde o início de março, entretanto, a adesão das empresas vem sendo abaixo do esperado, segundo o governo estadual. Até o dia 15 deste mês o programa havia arrecadado R$ 5,2 bilhões em cerca de 47,4 mil adesões ao programa, que representam mais de R$ 14 bilhões em débitos.

Cidadania: A ONG Batra, de Bauru, está organizando junto às escolas públicas do ensino médio o Torneio Cidadania Consciente, que visa sensibilizar os jovens em relação a temas ligados à cidadania. Haverá um concurso de redação com o tema ‘Como a Lei da Transparência favorece a cidadania?’

Japoneses: Uma delegação de empresários japoneses com interesse em expandir seus negócios em terras brasileiras participaram terça-feira (20), em São Paulo, do Greater Nagoya Business Seminar, evento promovido pelo governo de Mie, Japão. A comitiva de empresários japoneses conheceu o potencial da economia paulista.

Soldado: Neste domingo, 25, comemora-se o Dia do Soldado, em homenagem ao marechal Luís Alves de Lima e Silva, o duque de Caxias. Pelo Decreto 51.429, de 13 de março de 1962, sancionado por João Goulart, Caxias foi consagrado Patrono do Exército Brasileiro.

Wilson Marini
Jornalista - email wmarini@apj.inf.br

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