Testemunhas negam versão sobre atropelamento de idosa morta no Vera Cruz


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Acusada concede entrevista na sede do 5º Distrito Policial. Sua identidade foi preservada por medo de represálias
Acusada concede entrevista na sede do 5º Distrito Policial. Sua identidade foi preservada por medo de represálias

O atropelamento que resultou na morte da dona de casa Maria do Socorro Dias Araújo, 61, está cercado de dúvidas e apenas uma certeza: a confissão feita à polícia pela auxiliar de limpeza de 34 anos, moradora do Jardim Luiza e cujo nome foi mantido em sigilo pela polícia por segurança, não confere em nada com a cena presenciada por testemunhas oculares do crime.

Uma delas, em participação ao vivo no Programa Hora da Verdade, da rádio Difusora, reafirmou ontem que duas pessoas estavam na moto Honda Titan 125 vermelha que atropelou e matou a dona de casa. Anteontem, ela atravessava a avenida Nelson Japaulo, em direção a um culto religioso, no Jardim Vera Cruz II quando foi atingida violentamente por uma moto.

As informações também foram confirmadas por Fausto Campos, 25, morador do Jardim Palma. Ele estava na mesma rua quando o acidente aconteceu. “Eu estava na esquina conversando com um rapaz e vi tudo. Foram dois rapazes que estavam na moto. Tenho certeza absoluta. Eles chegaram a tombar, mas levantaram e fugiram”, contou.

A polícia civil chegou até a autora na tarde da última quinta-feira através do número da placa do veículo. De acordo com a acusada, que não possui CNH (Carteira Nacional de Habilitação), tudo não passou de uma fatalidade. Ela justificou que não percebeu a pedestre, pois a via estava muito escura no momento da colisão e que sentiu apenas um “esbarrão” no guidão da motocicleta.

O inquérito policial segue em processo de investigação no 5º Distrito Policial. “A mulher disse que foi ela, mas temos 30 dias para apurar todos os lados dessa história antes de finalizar o caso. Marcamos para segunda-feira, 26, ouvir outras pessoas que estavam no local do acidente”, disse o investigador Wilson Francisco Araújo que não soube informar quais as punições legais que a acusada pode incorrer no caso de estar assumindo um crime que não cometeu.

“Dependendo da situação, o delegado pode interpretar que ela está atrapalhando as investigações, desviando a atenção da polícia e obstruindo o trabalho da Justiça.”

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