Você conhece a Síndrome de Pica? Conheça os sintomas da doença


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Conheça três doenças que provocam sintomas pra lá de malucos, como comer pedras e falar outras línguas, por exemplo
Conheça três doenças que provocam sintomas pra lá de malucos, como comer pedras e falar outras línguas, por exemplo

Que esse mundo é muito louco, todo mundo já sabe. Que você, muito provavelmente, possui alguns amigos que agem como completos retardados em certas ocasiões, também não é novidade. Porém, imagine se, sem nenhum aviso prévio, um de seus amigos começasse a falar outro idioma ou pegasse um pedaço de tijolo e começasse a mastigar como se fosse um lanche. Não, eles não estão loucos nem foram possuídos por demônios “troladores”. Atitudes como essas, por mais insanas que pareçam, estão entre os sintomas de algumas síndromes neurológicas que a medicina não foi capaz de decifrar.

Mas, é importante ressaltar que sintoma não é doença. Na verdade, doença é um conjunto de sintomas.

Voltando ao tema principal, esses casos são tão enigmáticos e, por afetarem o órgão mais complexo e misterioso do corpo humano - o cérebro -, especialistas não conseguem entender a causa dessas doenças e, claro, por que elas causam esses sintomas tão loucos. Os casos são tão complexos que não se sabe explicar nem mesmo o motivo de certos portadores se livrarem dos sintomas, enquanto outros convivem com eles até o dia do fatídico fim. Confira nesta página a lista que a Super Interessante fez sobre esses casos.


Síndrome de Pica
Primeiramente gostaríamos de dizer que essa doença não tem absolutamente nada que ver com o que você está pensando agora, então nem adianta ir zoar o seu amigo. Esse nome é uma referência a uma ave comum na Europa – o Pica-pica – famoso por engolir tudo que vê pela frente.

Síndrome de Pica é a denominação popular para alotriofagia, uma condição que provoca nas pessoas um estranho apetite compulsivo por alguma coisa não comestível. Os itens mais comuns são terra, pedra, giz e carvão. Porém, existem casos de pessoas que se alimentam de bitucas de cigarro, cola, tinta e sabão.

A alotriofagia pode atingir pessoas de todas as idades e de ambos os sexos, porém, é mais comum em crianças e mulheres grávidas, principalmente se estiverem subnutridas.


‘You tá the brinqueichon uite me, cara?’
Uma raridade na história desse planeta, mas que consegue ser intensamente bizarra. Mesmo sem nunca ter estudado nem ouvido outra língua, existem pessoas que, do nada, adquirem um forte sotaque estrangeiro. Mas calma, esse não é o caso do lendário Joel Santana e seu inglês um tanto quanto único.

Batizada apenas como síndrome do sotaque estrangeiro, essa condição causou um famoso caso em meio ao caos da Segunda Guerra Mundial. Em 1941, uma norueguesa sobreviveu a um ataque desferido pela temida força aérea alemã. Como desgraça pouco é bobagem, ao recobrar a consciência, ela estava pronunciando as palavras de uma maneira um tanto quanto estranha. E com um azar quase que cósmico, seu novo sotaque era justamente alemão. A pobre moça acabaria hostilizada por seus conterrâneos - além de ferida no bombardeio, ficou com fama de vira-casaca.

Registros apontam para apenas 60 casos no mundo todo. Sabe-se que a síndrome costuma se manifestar em vítimas de derrame cerebral.


A mão independente
Lá está você, jantando com o amor de sua vida pela primeira vez. Apesar do nervosismo, vai tudo muito bem até que de repente a mão dele/dela te arranca um tufo de cabelo e enfia na sua boca. Caso você não tenha feito nada de errado nem dito nenhuma bobagem, pode ser que a outra pessoa sofra da síndrome da mão alienígena.

Não, esses pacientes não foram abduzidos, mas possuem um problema no cérebro que “liberta” uma das mãos, geralmente na esquerda, do resto do corpo. Aí ela começa a bater nas pessoas ou fazer coisas que você não faria. Em casos graves, ela pode até tentar estrangular a própria pessoa enquanto ela dorme! Felizmente, nos cerca de 50 casos registrados, nenhuma pessoa “se assassinou”.

A síndrome não tem causa nem cura conhecidas, mas sabe-se que, na maioria desses casos, a mão voltou ao normal sozinha, como se o cérebro “reaprendesse” como controlar a maldita mão.

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