Uberlândia, Uberaba ou Franca?


| Tempo de leitura: 1 min

Nem era foto. Era retrato na moldura exposto em lugar de honra na casa do avô paterno que tinha em Getúlio alvo de carinho, admiração e respeito. Anos 40 e 50. Ao visitar o interior o Presidente era recebido com festa: não era ele chamado ‘pai dos pobres‘ que zelava pelos menos favorecidos; responsável pela instituição do salário mínimo; criação da Justiça do Trabalho; Consolidação das Leis do Trabalho; semana inglesa de 48 horas; quem fortaleceu a criação de sindicatos e de leis que abriram caminho para o voto feminino, poucos anos antes? Outros direitos trabalhistas frutos de seu governo: carteira profissional e férias remuneradas. Tabu falar do outro lado da personalidade de Vargas. O avô só lembrava: peão de estância, natural que gostasse de churrasco, bom chimarrão, fandango, trago e mulher. Impossível dizer em qual cidade o retrato foi tirado. O registro vale pela beleza do momento: ninguém invadiu a pista. A bandeira do Brasil cobre a bela frente do carrão. Getúlio é considerado o mais importante presidente do Brasil de todos os tempos e aquele que mais tempo o governou, durante dois mandatos. ‘Deixou a vida para entrar na história’ no Rio de Janeiro em 24 de agosto de 1954. Suicídio. Lembro-me de ter visto vovô chorar naquele dia, pela primeira e última vez na minha vida.

(Lúcia H. M. Brigagão)

******

Envie sua foto de família, caro Leitor. Este espaço é seu! Mande para letras@gcn.net.br

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários