Policiais civis de cinco das oito unidades instaladas em Franca não atenderam ao público, ontem, entre 10 horas e 16 horas. DIG (Delegacia de Investigações Gerais), Dise (Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes) e os 3º, 4º e 5º DPs aderiram à Operação Blecaute. No período, somente casos graves e flagrantes foram registrados.
A operação foi deflagrada pela Adpesp (Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo). A entidade ainda tornou público que, em conjunto com o sindicato da categoria, os delegados estão em estado de greve. Isto significa que a Polícia Civil pode parar a qualquer momento se o governo estadual não atender as reivindicações da categoria.
“A Operação Blecaute visa chamar atenção do governo e da população para a situação em que se encontra a Polícia Civil”, disse o delegado francano Alan Bazalha Lopes, secretário geral da Adpesp. Segundo ele, nos últimos 20 anos houve perda de efetivo e não se verificou a substituição dos policiais através de concurso. “A população aumentou, a criminalidade aumentou e o efetivo, segundo um estudo inédito, diminuiu 1% ao ano, o que prejudicou a qualidade e o atendimento ao público”, acrescentou. A pauta de reivindicações, de acordo com Lopes, inclui também “demanda no tocante do reconhecimento salarial”.
O movimento de paralisação foi realizado em um curto período de 2 horas, nos dias 29 de julho, 8 e 13 de agosto. Mas foi ontem, em sua quarta edição, que ele “ganhou corpo” na região de Franca. “Hoje (ontem) foi um sucesso em comparação com as outras ações. Nós tivemos a adesão de 90% das 30 unidades que fazem parte da Seccional de Franca”, frisou Lopes.
A Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo, em nota, limitou-se a dizer que até o final do ano, a Polícia Civil receberá 244 novos escrivães. Além disso, continua a nota, já está autorizada a realização de concursos para contratar 129 delegados, 1.075 escrivães, 1.384 investigadores e 217 agentes.
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